Retorno do Apto Para Reprodução Para o Fila Brasileiro

                   Amigos, como voltou a ser feita a realização do Teste de Temperamento (suspenso de 1998 até 2007) e também, no próprio Padrão Racial, a obrigatoriedade da juntada de um Certificado de Apto no TT para se poder homologar o título de Campeão para a raça Fila Brasileiro, bem que poderíamos também ter o retorno da necessidade obrigatória do APR (Apto Para a Reprodução) para a Raça Fila Brasileiro poder registrar ninhada (filhotes).

                   Justificamos essa pretensão pelo seguinte:

                   1) Todos estamos cientes de que para uma Raça Canina progredir ou melhorar (fenotípica, funcional e até geneticamente) há necessidade de uma “pressão seletiva”.

                   2) Também sabemos que durante esse interregno de tempo da suspensão do APR (de 1998 até 2007) de aproximadamente nove anos, a Raça continuou a procriar e, consequentemente, continuou a registrar. Também, nesse interregno de tempo, alguns exemplares de FB homologaram títulos de Ch., de Gr. Ch., de Ch. Internacional, de Gr. Vencedor Nacional, etc., e, muito se tem comentado e falado pela internete, colocando a maioria desses cães em “dúvida”, principalmente no quesito temperamento/comportamento, visto que a enorme maioria homologou títulos sem necessidade ou obrigatoriedade de se submeter ao Teste de Temperamento que costumeiramente, a partir de 2007, novamente nós da SPFB passamos a disponibilizar aos expositores.

                   3) Para que consigamos “tapar a boca” desses indivíduos difamadores e adeptos das “teorias mórbidas” que nos criticam leviana e abertamente pela internete e até por outros veículos, somente com o retorno da obrigatoriedade do “APR” para que seja registrada a ninhada é que o conseguiríamos (tapar a boca dos fofoqueiros).

                   4) Tenho argumentado com razões lógicas e técnicas, usando até de artigos técnicos de terceiros, principalmente genéticos veterinários, para poder ir derrubando paulatinamente as acusações que nos são feitas pelos adeptos e admiradores das teorias “mórbidas” do Dr. PSC., entretanto, para podermos rebater também essas acusações (de covardia) contra os cães Campeões e Grande Campeões, necessitaríamos de um bom argumento, e acredito que com o retorno da obrigatoriedade do APR o faríamos facilmente. 

                   5) Nessa campanha de ataques sistemáticos e rotineiros, até agora temos tido argumentos bons e substanciosos para refutar as acusações, porém, gostaríamos de contar com uma maior ajuda de todos os criadores de Fila Brasileiro que seguem somente as normas e o Padrão do Sistema Cinófilo Oficial que é o da CBKC/FCI.

                   6) Sei que alguns criadores serão contra o retorno do APR obrigatório, más lembrem-se que essa obrigatoriedade deverá ser feita uma única vez por reprodutor (macho ou fêmea), se ele (a) obtiver o APR, depois disso, poderá continuar na reprodução cotidianamente durante toda a sua existência. E essa obediência (obrigatoriedade) deverá ser estendida até para os atuais Grandes Campeões e Campeões, no nosso entendimento, pois, dessa forma a criação (registro de filhotes) será salvaguardada E GANHAREMOS MUITO EM CREDIBILIDADE.

                   7) Com o hipotético retorno da obrigatoriedade do APR para todos os FB (machos e fêmeas) poderem acasalar com direito a registro para a ninhada subseqüente, os FB, mesmo que Gr. Ch. Ou Ch., que não forem aprovados no APR, não poderão acasalar com direito ao registro normal para a prole.

                   8) Esse será um “pequeno” impulso para a melhoria da criação da Raça FB, no meu humilde entendimento.

                   9) O APR é um requisito regulamentar que existiu no passado até 1998 (se não estou enganado), que consistia em se fazer o Fila Brasileiro com mais de doze meses passar obrigatoriamente por uma Exposição e receber a qualificação no mínimo “bom”, para poder ter direito a acasalar com direito ao registro da prole. Sendo que nessas Expo Especializadas era obrigatória a participação com aprovação no TT sob pena do Juiz penalizar o ausente, reprovando-o.

                   10) O APR podia (e deverá “poder”) ser feito, inclusive, fora de uma Expo, desde que realizado por um Juiz Especializado ou Criador fora do Canil (território habitual) do exemplar, com pelo menos duas testemunhas idôneas.

                   11) No julgamento do APR, o julgador deveria analisar se o Fila Brasileiro não apresentava nenhuma das características elencadas como faltas desqualificantes no Padrão Racial OFICIAL (agressividade para com o próprio dono; covardia; trufa despigmentada; prognatismo; retrognatismo com dentes à mostra, estando a boca fechada; falta de um canino ou molar, exceto o terceiro; olhos azuis louçados; orelhas ou cauda operadas; garupa mais baixa que a cernelha; pelagem de coloração branca, cinza-rato, malhada, manchetada, preta e castanha (“black and tan”); fêmea com altura abaixo de 60 centímetros e macho com altura abaixo de 65 centímetros; ausência de pele solta; e, ausência do passo de camelo. Acrescente-se que a cor Azul que não é (nem era) permitida, por uma falha não consta entre as faltas desqualificantes no Padrão, apesar de sabidamente sê-la. Além disso, o julgador deveria verificar se os machos apresentavam os dois testículos bem desenvolvidos, “PARELHOS” (ou semelhantes no tamanho e desenvolvimento) , de aparência normais e devidamente acomodados na bolsa escrotal (vulgarmente chamada de “saco”). O Julgador deveria também conferir se o exemplar apresentava algum sinal de anomalia física ou de comportamento (cegueira, aleijão, heterocromia dos olhos, surdez, sensibilidade alta e/ou timidez ante movimentos bruscos ou ruídos, apatia, ATIPIA, e outras desqualificantes citadas no MED da CBKC/FCI.).

                   12) Essa análise do APR, quando realizada fora de Expo, poderia ser feita por Juiz Especializado ou Criador no mesmo ato da “Vistoria da Ninhada”, pois, isso pouparia: maiores transtornos e despesas para o Criador, seguindo os mesmos regramentos da Vistoria de Ninhada.

                   13) Por último, cabe ressaltar que o APR seria (e será) um Certificado de Qualidade (Sêlo de Garantia/Qualidade), pois ele será um Documento Oficial que certificará oficialmente que aquele exemplar da Raça Fila Brasileiro, além de não apresentar nenhuma falta desqualificante, será portador de temperamento característico e concomitantemente será típico. Sendo, portanto, ‘Apto Para Reproduzir” com direito a Registro normal de seus produtos (filhotes) inscritos no Livro do SRG (Serviço de Registro Genealógico) do sistema OFICIAL da cinofilia Brasileira, que é reconhecido pelos inúmeros Países filiados à FCI (Federação de Cinofilia Internacional).

                   Acessem o site:  www.fci.be e leiam o Padrão Racial do FB (Inglês, Alemão e Francês); acessem o site: http://www.cbkc.com.br e leiam o Padrão Racial do Fila Brasileiro (Português, Espanhol e Inglês); acessem o site: http://www.spfilabrasileiro.com.br e leiam o Padrão Racial do FB em Português falado no Brasil e devidamente comentado por criadores experientes e Juizes Especializados; acessem o site: http://www.canildosertao.com e leiam o Primeiro Padrão Racial do Fila Brasileiro, cujo autor sênior foi o Dr. PSC. e leiam inclusive uma série de artigos técnicos a respeito da Raça Fila Brasileiro.

                   A última desculpa dos autores de acusações levianas, defensores das teorias “mórbidas” do Dr. PSC. é que ele (PSC) não foi denunciar a tal “mestiçagem generalizada” formalmente em uma DP (Delegacia de Polícia Judiciária) por causa que naquela época, período pós 1964 e anterior ao ano de 1978, por causa do clima político instável no Brasil, não se tomaria nenhuma providência contra o (s) praticante (s) do crime de mestiçar (Falsidade Ideológica), pois o Delegado não daria nenhuma importância ao fato denunciado (de uma hipotética mestiçagem). Esqueceram-se os idealizadores dessa desculpa que o mesmo CPB (Código Penal Brasileiro) que apenava (impunha pena) ao crime de “Falsidade Ideológica” (fraude ou mestiçagem racial) também “apenaria” ao Delegado de Polícia que deixasse de tomar as devidas providências, ou até as retardasse, consoante consta bem tipificado no crime chamado de “PREVARICAÇÃO”, o qual diz mais ou menos assim: “RETARDAR, OU DEIXAR DE PRATICAR, ATO DE OFÍCIO, ou praticá-lo contra disposição expressa em lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. Ou será que eles vão agora falar que o Delegado de Polícia não saberia que aquela acusação (mestiçagem racial) era crime? Ou será que eles irão falar que o Advogado Sr. PSC. não foi até uma DP por causa justamente dele saber que o CPB estipulava uma série enorme de crimes, e entre eles figurava também o crime de Calúnia, Injúria e Difamação?  Qual será a nova desculpa? Sabemos todos que o “Doutor” PSC., era um Advogado eminente e muito capacitado, era uma pessoa altamente inteligente, era muito sabido e instruído tanto em cinotecnia, quanto em advocacia e, devido a isso, sabia de “cor e salteado”, que na DP, após uma acusação formal, ele seria obrigado a PROVAR com PROVA REAL o fato apontado, CASO no curso da Investigação e no curso do Inquérito Policial NÃO SE PROVASSE a prática ou a existência do crime. E depois disso, dessa ausência total de PROVA ele (PSC) é que seria indiciado pelo crime de Injúria, Calúnia e Difamação e ai a prova REAL estaria na sua própria acusação (falsa) formalizada. O que será desta vez? (Parece letra de Samba).

                   “Não fique só, fique sócio da SPFB”.

                   “Quantos mais formos, mais seremos ouvidos”.

                   “A Amarela, a PRETA, a Vermelha, a Marrom, a Tigrada/Rajada são as cores existentes na Raça FB e abrigadas pelo Padrão Racial OFICIAL da   
                    CBKC/FCI”.

                   “A oficialidade se traduz também pelo reconhecimento OFICIAL dos outros Países. A clandestinidade é um passo para a ilegalidade”.

                   “Quem quiser cor, que cultive rosas”. Autoria do Dr. PSC.

                   “Brasileiro que cria Fila Brasileiro é duplamente Brasileiro”.

                   “Não basta que eu afirme que o meu FB é o Melhor, eu tenho que PROVAR que ele é o Melhor”.

                   “Não devemos combater o mentiroso, devemos combater a mentira e/ou a meia verdade”.

                   “O otimista sonha, o pessimista se lastima, o incompetente acusa os adversários, o realista realiza”.

                   “Quem não tem competência, não se estabeleça”.

                   “Ética, um princípio que não pode ter fim”.

                   “Continuamos SENTADOS aguardando a apresentação de uma PROVA REAL da não existência ou não oficialidade das cores PRETA ou   
                   Tigrada/Rajada escura da Raça fila Brasileiro”.

São Paulo, 02 de Dezembro de 2009.

Virgílio De Martella Orsi.

Juiz de FB e dos grupos I, II, IV, V, VIII e X da CBKC 
Canil Vale do Aricanduva/SP/ Brasil

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