A PELAGEM DOS ANIMAIS – Parte II

                        Genética.

            No site: http://www.borderaller.com/genetica.html, vemos um artigo de autor não identificado, muito interessante e de fácil entendimento e compreensão sobre a genética das cores da Raça Border Collie, principalmente uma parte do texto que diz:

                        “Lócus E:

            O par de alelos recessivos determina o completo desaparecimento da cor PRETA deixando só a cor amarela, Feomelanina nos pêlos. Esconde todas as cores que tenham   o PRETO presente, inclusive os merles, tricolores, sables, etc.. Este lócus tem 3 alelos:

            EM – Dominante, provoca a aparição de uma máscara escura em animais claros, não existe em Borders até o momento.

            E – Dominante, a cor PRETA está presente normalmente.

            e – Recessivo, não se enxerga preto, só amarelo, é a cor Gold ou Yellow dos Borders.

                        Lócus K:

            Determina se a cor PRETA será dominante nos pêlos do animal, interferindo diretamente no efeito do Lócus A, como se ligasse ou desligasse o gen. Acha-se ainda que heterozigotos para este lócus (K k) podem apresentar marcações “fantasmas” do Lócus A, ex: Seal ou Shaded (que é um PRETO com manchas Sable bem suaves), ou ainda manchas Tan nos locais de tricolores, más quase imperceptíveis.

            Este Lócus tem 3 alelos:

            K – Dominante, a cor PRETA predomina, independente do gen que esteja no lócus A.

            K be – Recessivo permite a ação dos alelos do Lócus A, chamado de Brindle (tigrado) provoca uma distribuição em forma de listras dos dois pigmentos.

            ky ou k – Recessivo, permite a ação dos alelos do Lócus A. O par está obrigatoriamente presente em todos os cães com marcação Tan (tricolores), e nos cães Sable e Saddle. Quando heterozigoto (K k) permite em alguns casos o aparecimento dos padrões de Sable, Saddle e Tricolor com marcações quase imperceptíveis, os chamados Gosth Sable (Seal). Acha-se que nestes casos possa existir ainda um outro gen que interage com o k para que se provoque o efeito.

                        Lócus M:

            Determina uma distribuição e diluição completamente aleatória do pigmento preto e suas variantes, deixando os cães com manchas de tamanhos e tons de  cinza/marrom bem variados, tipo uma pedra de mármore, daí o nome da cor, Merle. Este lócus tem 2 alelos.

            E por ai segue.

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            No site da Universidade Federal de Viçosa,        http://www.ufv.br/dbg/bio240/Pelagem de equinos.htm, vemos:   

            2.5 – genes da série E_ (Extension).

            E, e, ED.

            O alelo E é um fator de extensão, e determina que o pigmento produzido seja uniformemente distribuído em toda a extensão do corpo. Sua ação é antagônica à do alelo A, pois, este determina clareamento em regiões específicas e aquele que o animal seja uniformemente pigmentado. Portanto, o E é hipostático sobre o A, ou seja, na presença do A ele não se manifesta no fenótipo do animal. O eqüino poderá ser o portador do E e consequentemente transmití-lo à prole, más NÃO SABEREMOS IDENTIFICAR A PRESENÇA DESSE ALELO NO GENÓTIPO PELA OBSERVAÇÃO DE SUA PELAGEM. O ALELO RECESSIVO (e) RESTRINGE A DISTRIBUIÇÃO DO PIGMENTO NA CABEÇA. Nas demais regiões do corpo, alguns pigmentos pretos tornam-se vermelhos e os vermelhos a ter tonalidade amarelada.

            Como exemplo da ação de E  e e nos genótipos e fenótipos já conhecidos, temos:

            1. A_B_E_  – Castanha comum (foto 10A) (E não se manifesta na presença de A).

            2. A a B_E  – PRETA uniformemente pigmentada (foto 8A).

            3. A a B_E  – Preta maltinta (foto 8B). (com áreas do corpo avermelhadas, más com CABEÇA PRETA).

            4. A a B_ ee – Castanha clara (foto 10B).

            O alelo ED é um mutante da série E. Sua ação é produzir superabundância de pigmentos, que será uniformemente distribuído por toda extensão do corpo. Tem efeito epistático sobre A, ou seja, na sua presença o A não se manifesta. Assim, no acasalamento de animais de pelagem PRETA comum, oriundos do genótipo aa B_E_ poderá ocorrer nascimentos de potros de pelagem PRETA ou alazã. No entanto, quando os reprodutores pretos forem portadores do alelo ED (PRETA AZEVICHE) pode-se esperar desse acalamento a ocorrência também da pelagem CASTANHA. O preto (B ED) poderá carrear (carregar) o alelo A sem que este se manifeste no fenótipo. Os portadores do E possuem intensa pigmentação na pelagem e seu efeito traz como conseqüência as seguintes variedades:

            1. B_aaEº – PRETA AZEVICHE (foto 8C)

            2. Bb aaEº – Alazã Tostada (foto 9E).

            3. B_A_Eº – PRETA AZEVICHE (foto 8C).

            4. BbA_Eº – Alazã Tostada (foto 9E).

            2.7. Genes da série LP (leopard).

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            O modo de ação dos genótipos da pelagem Apalusa parece influenciado pelo sexo, pois, existem citações de que nos machos a expressão fenotípica ocorreria quando o alelo LP se encontrasse em homozigose (LP LP) ou em heterozigose (LP Lp), más nas fêmeas o padrão Apalusa obrigatoriamente será ocasionado pela presença do alelo LP na  forma dominante homozigota (LP LP). Se isso for verdade, EQUINOS DE PELAGEM APALUSA PODEM SER FILHOS DE PAIS NÃO APALUSA.

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            Observações deste signatário a respeito dos artigos supra:

            Quando aparece uma expressão com uma letra maiúscula solitária, ou não, junto a outras letras que não forme significado, isso quer simbolizar o gene dominante. Se ele estiver seguido de um traço (_), esse traço significa que a manifestação fenotípica independe de qual gene for ali inscrito. Se a letra for minúscula, isso indica que o gene representado é recessivo (ou dominado).

            Novamente se cita o gene E e também o e, que é um gene que é citado, como eu já falei em outros comentários, num artigo de língua hispânica sobre a pelagem preta na Raça Fila Brasileiro.

            Eu notei pessoalmente que vários Filas Brasileiros de pelagem amarela, principalmente entre os de propriedade e criação de adeptos do Clube dissidente, apresentam a cabeça PIGMENTADA NA COR PRETA, igual ao que um dos artigos supra cita, dizendo que isso é efeito de uma “interação” entre alguns genes, chamando, inclusive, a cor de PRETA MALTINTA. Se o efeito da genética da coloração da pelagem for paralelo e semelhante entre os eqüinos e os caninos (e isso os “experts” acreditam que é uma norma genérica), daqui um tempo haverá um “tumulto” nas teorias cafibeanas.

            Gostaria de esclarecer aos amigos que eu estou divulgando estes artigos, por causa que alguns adeptos do Clube dissidente estão retornando com aquela velha tática de atacar os Filas Brasileiros de pelagem PRETA e os de pelagem Tigrada escura, com a intenção mais do que evidente de poderem comercializar melhor os seus próprios produtos, pois o incauto pretendente a proprietário de um Fila Brasileiro, certamente irá dar preferência a adquirir um produto daquele comerciante que está afirmando (mesmo que mentirosamente) que o produto do concorrente é falsificado, ou ilegal, ou “impuro”, pois, automaticamente ele acreditará que aquele que está acusando está vendendo o produto legal, o produto autêntico, o produto “puro”. Eles nunca irão falar a verdade completa, ou seja, eles nunca irão dizer que o Padrão Oficial, que é reconhecido por todos os outros Países filiados à FCI, alberga, abriga, OFICIALIZA a cor PRETA e a tigrada escura entre as existentes na Raça FB, pois, se o fizerem, quase com certeza, irão perder vendas. Eles querem induzir o comprador a achar que eles é que são os honestos e os outros todos são desonestos. Eles nunca irão dizer que todos os Padrões Oficiais da Raça Fila Brasileiro, desde o 1º (1946), o 2º (1976) até o atual (vigindo desde 1984), NUNCA fizeram NENHUMA RESTRIÇÃO ÀS CORES PRETA ou tigrada escura. Eles nunca irão dizer que o próprio mentor do Clube dissidente (Dr. PSC), o próprio mentor dessa “teoria” estapafúrdia e inconsistente de que o Fila Brasileiro não pode ser na cor preta ou tigrada escura, anteriormente à sua dissidência da CBKC (então BKC) em 1978, SEMPRE APREGOU e inclusive AFIRMOU PARA REVISTAS ESPECIALIZADAS QUE TESTEMUNHOU a existência de exemplares de Fila Brasileiro nessas colorações (Preta e Tigrada escura) em épocas bem anteriores ao estabelecimento do PRIMEIRO Padrão Racial (em 1946), Padrão esse, diga-se de passagem de sua própria autoria, figurando, junto aos outros dois autores, como o autor intelectual e sendo por muitos considerado o autor Sênior. Não, eles não podem dizer, pois se o fizerem estarão se contradizendo. Eles são espertos, eles não querem ser incoerentes, eles somente DEMONSTRAM INCOERÊNCIA ao CRITICAR A CBKC/FCI e mesmo assim CONTINUAM A REGISTRAR SEUS FILHOTES DE FB NA CBKC/FCI para poderem comercializar seus produtos (filhotes) para fora do País ou até para o interior do Brasil. Essa é a velha “artimanha” muito utilizada no comércio quando os concorrentes estão com produtos de melhor qualidade ou com melhores condições mercantis.        

            Reitero que na análise de qualquer artigo, os amigos deverão ler e procurar se valer de dicionários da língua Portuguesa para melhor interpretar os termos mais incomuns, ou de significado dúbio, ou então se valer do assessoramento de uma pessoa mais experiente e com melhor conhecimento.

            Eu, apesar de ser leigo em genética, já estou conseguindo entender a maioria dos artigos que tenho lido. E aconselho a todos que ainda tenham algum tipo de dúvida, que pesquisem pela internete principalmente lendo artigos de outras raças ou espécies, pois, esses, hipotética e teoricamente, estarão desprovidos de interesse: clubístico, pessoal, grupal, ou político.

            Apenas a título de curiosidade, um amigo criador de FIla Brasileiro ao divulgar na internete que está (ou estava) com filhotes à venda, há poucos dias atrás, recebeu inúmeras consultas de clientes interessados na aquisição dos filhotes e, contrariando as espectativas, 80% a 90% das consultas pedem filhotes de Fila Brasileiro na cor PRETA. E diga-se de passagem que inúmeras (a maioria) dessas consultas são feitas por criadores de FB, ou seja, por pessoas que entendem da Raça Fila Brasileiro, raça que criam..

                        No artigo anterior, a respeito do mesmo tema, eu citei que um criador, adepto do Clube dissidente houvera dito que a pelagem preta era improvável de ocorrer na Natureza pela Raça Fila Brasileiro, em virtude de que refletiria X % dos raios solares, etc., e que ele houvera se explanado de forma muito coerente e coisa do tipo, porém, me esqueci de realçar que ele também falou, em um dos tópicos do seu extenso trabalho literário, que a Raça FB no início de sua formação, por não exalar muito o cheiro característico de cachorro, não era percebida pelo olfato dos predadores e, dessa forma, se salvava, afirmação essa (cão inodoro) totalmente inconteste por mim, porém, o nobre colega, proposital, ou descuidadamente, esqueceu-se de mencionar que o FB teria muito maiores chances de escapar dos predadores, quando apresentasse a cor PRETA, pois essa é a principal cor para se “mimetizar” na NATUREZA onde os “sombreamentos” e “ausência de luz” são muito comuns, bem como, a maioria dos predadores preferem caçar à noite, quando e onde a ausência de luz facilita a aproximação maior até a presa pretendida.

                        Ainda sobre o artigo anterior: Eu esqueci de acrescentar que no site: http://www.pointx.com.br/eronmania/animais_em_extincao.htm se encontra o macaco Cuxiú, com o corpo todo preto, natural de florestas decíduas no Brasil, País Tropical.

                        Ou no site http://www.nex.org.br/extincao_onca.htm onde encontramos a Onça Pintada e a PRETA, que são naturais da América do Sul, sendo que no Brasil, essa espécie está restrita à região Norte, Zona brasileira bem tropical, sendo que essa Onça produz ninhadas onde nascem filhotes tanto da cor Pintada, quanto da cor PRETA, na forma “melânica”, sendo muito chamada de Jaguar.

            Recomendo que seja acessado o site: http://portalsaofrancisco.com.br/alfa/fila-brasileiro/fila-brasileiro.php, onde transcreveram pequenos trechos (constituindo-se em sete páginas do site) do Grande Livro do Fila Brasileiro, de autoria do ilustre Professor, Doutor Procópio do Valle, edição de 1981. Apesar da transcrição conter alguns pequenos erros ortográficos, ela transmitiu a essência do contido no livro em pauta, livro esse que é um dos raríssimos exemplos de bibliografia sobre a Raça Fila Brasileiro, mostrando inclusive tipos de cabeças ideais, e que foi escrito pelo autor de forma isenta, imparcial e totalmente didática/técnica. Cujo autor, infelizmente, já faleceu e era autor de vários livros de excepcional qualidade técnica principalmente sobre medicina e mais especificamente sobre “Diabetes”, uma das áreas em que era Especializado. O Doutor Procópio foi uma das pessoas da área médica que se destacou nacionalmente pela credibilidade, honestidade e abnegação em favor de pessoas doentes e carentes.

                        Recomendo também que seja acessado o site: http://www.spfilabrasileiro.com.br, que é o site da Sociedade Paulista do Fila Brasileiro, uma das duas únicas entidades especializadas na Raça Fila Brasileiro no Brasil, filiadas ao sistema CBKC (Federação de Cinofilia Internacional) que é reconhecido por todos os Países filiados à FCI .

                        “Não fique só, fique sócio da SPFB”.
                        “Quantos mais formos, mais seremos ouvidos”.
                        “Não devemos perseguir as borboletas, devemos cuidar do nosso jardim, para atraí-las”.
                        “Não tentem nos vencer, tentem nos convencer”.
                        “Não importa o número de vezes que uma mentira é afirmada como sendo verdade, ela continuará sendo eternamente uma mentira”.
                        “Quem quiser cor, que cultive rosas”. Autoria do Dr. PSC.
                        São Paulo, 18 de Outubro de 2009.
                                               Virgílio De Martella Orsi.
                                   Canil Vale do Aricanduva – SP/SP.
Juiz de FB e grupos I, II, IV, V, VIII e X da CBKC/FCI.                 

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