A COR DA PELAGEM ANIMAL – III

            Continuando a série de comentários e artigos a respeito da cor das pelagens dos animais, com vistas e/ou relacionados à pelagem do Cão Fila Brasileiro, vemos no site: http://www.pastordeshetland.com/sobre_cores.htm, sobre a Raça Pastor de Shetland, entre outras coisas, o seguinte:

                        Sable Merle ou Marta Merle.

                        É muito similar ao Marta, porém os cães que apresentam essa característica carregam um gene de diluição denominado “Merle”. A presença desse gene pode acarretar em uma diluição da coloração da pelagem Castanha, resultando em uma mescla de cores. Esses cães podem ser resultado de cruzamentos onde um dos pais apresente esta cor ou entre um cão Marta e outro com a presença do gene Merle (Azul ou Marta).

            Em muitos casos É MUITO DIFÍCIL de se determinar se um cão é Sable Merle a olho nu, sendo algumas vezes necessário um conhecimento de seus ancestrais para se determinar a presença do gene Merle que também pode causar uma característica indesejada em termos de PADRÃO para os cães de cor Marta, que são os olhos parcial ou totalmente azuis. Esse é um dos motivos pelos quais se sugere que cães Sable Merle sejam utilizados para fins de acasalamento por CRIADORES EXPERIENTES com bom conhecimento de genética, para se evitar resultados indesejáveis, como o duplo Merle, que também veremos em breve. Ilustramos abaixo exemplares Sable Merle.

            Seguem-se duas fotos de exemplares na coloração em questão.

            PRETO.

                        A cor PRETA pode aparecer nos Shelties de duas formas:

                        Tricolor.

                        Possuem a pelagem do corpo PRETA, com marcações brancas nos locais tradicionais (peito, colar, patas e ponta da cauda) e castanho na face e nas pernas. Exemplos:

                        Seguem-se três fotos de exemplares na coloração Tricolor.

                        Bicolor (Biblack).

                        O mesmo que o Tricolor, porém sem a marcação Castanha. É recessivo, portanto para se conseguir esta coloração nenhum dos pais pode ser Tricolor ou Marta-trifatorado.

                        Os cães abaixo são exemplo de Biblack:

                        Seguem-se três fotos de exemplares na coloração Bicolor.

                        A exemplo dos cães de cor Marta, apenas olhos castanhos são permitidos em qualquer Sheltie com cor PRETA. Há uma cor conhecida como “Cryptic Blue”, que aparenta ser PRETA, más na verdade é um Azul que não apresenta diluições significantes. A palavra “Criptic” indica que algo está escondido, não imediatamente aparente. Neste caso, olhos azuis podem aparecer.

                        Azul.

                        Na verdade o termo Azul é empregado para denominar uma pelagem Cinza Prateada. Essa coloração é resultante da presença do gene de diluição Merle, que pode afetar a coloração PRETA, diluindo-a em determinados pontos da pelagem, apresentando uma mescla irregular e marmorizada.

                        Azul Merle.

                        Esse é o resultado do gene Merle sobre cães Tricolores, ou seja, as cores que ele apresenta são, além da mescla, característica resultante da diluição da cor PRETA, o Branco e o Castanho, veja abaixo alguns exemplos:

                        Seguem-se três fotos de exemplares de cor Azul Merle.

                        Biblue.

                        O Biblue é um cão Bicolor com diluição da cor PRETA, ou seja, difere do Azul Merle pela falta da cor Castanha. Vemos abaixo alguns cães Biblue:

                        Seguem-se três fotos de exemplares de cor Biblue.

                        Branco.

            A coloração branca está presente em todos os Shelties. Às vezes porém, alguns cães apresentam marcações incomuns ou até mesmo predominância da coloração Branca em seu corpo. Isso pode ocorrer por causas distintas, gerando dois tipos de resultados:

                        Color Headed White (CHW).

                        Esses cães são fisicamente normais, tendo porém como característica o corpo totalmente branco, exceto a cabeça e ocasionalmente algumas manchas pelo corpo. Essa presença EXCESSIVA DE BRANCO é obtida pelo cruzamento de dois cães que possuam o gene recessivo denominado “fator branco”. O fato de um cão ser CHW não afeta o fato de que ele seja Marta, Marta Tri-fatorado, Tricolor, Azul Merle, Sable Merle, Biblack ou Biblue.

                        Um cão CHW se acasalado com um outro que não seja fatorado para branco não irá gerar nenhum cão CHW, mas todos os filhotes serão fatorados para branco. Normalmente os cães fatorados para branco apresentam uma quantidade um pouco maior de branco na pelagem, más isso NÃO É UMA REGRA. A única forma segura de se determinar se um cão possui esse gene é através do acasalamento.

                        O American Kennel Club proíbe porcentagens maiores que 50% de branco no corpo. As entidades filiadas à Federação Cinológica Internacional (FCI) e o The Kennel Club da Inglaterra apenas orientam para que não seja ultrapassada essa porcentagem.

                        Abaixo, exemplos de CHWs:

                        Seguem-se três fotos de exemplares de coloração “CHW”.

                        Duplo Merle.

                        Os Shelties duplo Merle possuem uma coloração predominantemente Branca (inclusive na cabeça) e são resultantes do cruzamento de dois cães que apresentem o gene Merle (Azul Merle, Biblue ou Sable Merle). O Merle não é simplesmente uma cor de pelagem, más sim um gene que AFETA A PRODUÇÃO DE MELANINA NO CORPO DOS CÃES. Com a ausência de melanina, ALGUNS ÓRGÃOS INTERNOS DO SISTEMA AUDITIVO NÃO SE FORMAM CORRETAMENTE resultando em Shelties TOTAL OU PARCIALMENTE SURDOS. A mesma deformidade pode ocorrer com o sistema ocular, tornando esses cães total ou parcialmente CEGOS.

                        Devido ao alto risco que essas deformidades ocorram, limitando a saúde dos cães, o cruzamento entre cães Merle não é recomendável. Por isso sugerimos aos proprietários de Shelties que possam ter dúvidas sobre a presença ou não desse gene (Sable Merle ou Cryptic Merle) e pretendem acasalar seus cães, que o façam com cães que não corram o risco de também estarem nessa situação. Uma análise de coloração dos ancestrais através dos Pedigrees de ambos os cães poderá ajudar a prevenir resultados indesejáveis.

                        Em muitos casos o criador não será capaz de saber se algum filhote tem problemas de SURDEZ, CEGUEIRA ou AMBOS até que seus olhos e orelhas se abram às vezes até a época do desmame fica difícil de se saber se o filhote apresenta algum desses problemas.

                        Veja alguns exemplos de Shelties duplo Merle:

                        Seguem-se três fotos de exemplares na coloração “Duplo Merle”.

                        Acessando-se o site: http://www.saudeanimal.com.br/cor_pelo00.htm  vemos artigos sobre cor na pelagem dos cães, de autoria do sr. Bruno Tausz, Juiz de todas as Raças, Juiz de Trabalho e de Adestramento pela CBKC/FCI, Etólogo e ex-Presidente do Conselho de Cinologia da CBKC, onde são apresentados nove pequenos trechos sobre Cor na Pelagem dos Cães, e lemos (no nº.1, que trata de  “Pêlos brancos: cor natural e albinismo”) o seguinte:

                        Grandes polêmicas foram geradas pela incompreensão do fato de se classificar um determinado cão como albino enquanto que outras Raças, cuja pelagem é inteiramente branca, são classificadas como de cor sólida e, outras ainda, como o Samoieda, na qual a cor branca é uma característica da Raça.

                        A cor branca, na pelagem, é gerada por dois tipos de etiologia: a escassa produção de feomelanina que pigmenta os pêlos em associação com a MELANINA, que faz parte das características biotípicas de certas Raças, e a total ausência de produção de MELANINA que pode estar limitada a uma determinada área da pelagem ou alastrar-se por inteiro, que é uma patologia e hereditariamente transmissível.

                        Nos cães de pelagem naturalmente branca, a produção de MELANINA é normal, e sob a pelagem branca, pode-se verificar a PELE ESCURA, BEM PIGMENTADA.

                        Nos cães albinos, a hipófise não produz a tirosina e a ausência de tirosinase, reação que processa a MELANINA, EM DETERMINADA ÁREA, PRODUZ A PELE BRANCA (NA REALIDADE ROSADA). Portanto, qualquer cão que apresente uma pequena mancha branca, sendo que a pele dessa área também se apresenta branca, ou melhor despigmentada, automaticamente, é portador da melanopatia hereditária, chamada albinismo.

                        No nº. 3, que trata da pigmentação da pele e dos pêlos: Um processo fotoquímico, lemos o seguinte:

                        A quantidade de melanócitos presentes na pele branca, é quase igual à da pele escura. A intensidade e a tonalidade da pigmentação da pele e dos pêlos depende da maior ou menor produção de MELANINA, pelos melanócitos.

                        Os melanócitos são as células que processam as reações químicas que produzem a MELANINA. Sob o nome de melanoblastos, em sua fase embrionária, durante a fase fetal, migram para a epiderme.

                        No tecido que reveste os cães albinos, os melanócitos apresentam-se inativos, incapazes de produzir a MELANINA, por ausência congênita da tirosina.

                        Quando a presença da MELANINA é parcial, limitada a uma região definida da pele, em algumas raças, como a Bóxer, o albinismo recebe o nome de “agradáveis marcações”.

                        A quantidade de melanócitos, na pele dos cães albinos é equivalente à dos cães normais, diferindo apenas na quantidade de melanócitos.

                        As camadas basais mais profundas da pele reúnem maior concentração de pigmento. A pele ESCURA é impregnada de MELANINA em toda a sua espessura. A pele bem PIGMENTADA SE MANTÉM PROTEGIDA, PELA MELANINA, DA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA DA LUZ SOLAR. A pele dos cães albinos torna-se sensível á essa radiação.

                        OS PÊLOS SÃO CORADOS PELA ASSOCIAÇÃO DA MELANINA À FEOMELANINA.

                        As raças que ostentam a pelagem, naturalmente branca, têm a pele bem pigmentada, principalmente, nas pálpebras, cílios e trufa.

                        Para constatar-se o albinismo, caso a trufa e a rima das pálpebras se mantenham PRETAS, basta afastar os pêlos e observar a pele, que revela a densidade da pigmentação.

                        O melanócito armazena, em minúsculas bolsas chamadas melanossomas, o hormônio tirosina, reagente que processa a síntese do pigmento.

                        A MELANINA forma os melanossomas, que adquirem colorações que variam do baio, passando pelas várias gamas de vermelho, marrom, até a intensa cor NEGRA, por agrupamento, conforme a concentração de pigmento.

                        Assim, a cor da pele e dos pêlos, incluindo as várias tonalidades da mesma cor, é definida pela maior ou menor capacidade dos melanossomas de armazenar MELANINA.

                        Os melanossomas, por sua vez, formam grânulos, que se aglomeram em grupos de 5 a 8.

                        Esses grânulos são transferidos, para os queronócitos (que formam as células epiteliais) adjacentes, intensificando a pigmentação do epitélio.

                        Quando as células da camada basal são lesadas, forma-se um tecido cicraticial sem melanócitos, sendo, portanto, inexistente a produção de MELANINA.

                        Por isso, quando um animal recebe um ferimento profundo, os pêlos dessa região, ficam brancos.

                        Comentários deste signatário:

                        1) Vejam que o autor do primeiro artigo (Pastor de Shetland) usa alternadamente os termos acasalar e cruzar indistintamente com a mesma significação.

                        2) Sheltie é o nome da Raça Pastor de Shetland, expressão essa muito usual entre os criadores.

                        3) Vejam que as maiores e mais importantes Entidades Internacionais na cinofilia estão enviando mensagens “óbvias” para que seja “priorizada” a saúde dos cães acima de outros aspectos. Sendo, que no presente caso, se denota a recomendação PREVENTIVA quanto à diminuição na MELANINA da pelagem dos cães, principalmente com vistas aos acasalamentos para se tentar evitar a ausência ou diminuição da “pigmentação” na pelagem (independentemente da Raça).

                        4) Vejam que a coloração PRETA na pelagem da Raça Fila Brasileiro é uma cor que além de ser OFICIAL (abrigada pelo Padrão da FCI), ainda é RECOMENDADA visto que é MUITO BEM PIGMENTADA E DOTADA DE MELANINA (Eumelanina).

                        5) O risco que algumas Raças incorrem (SURDEZ E CEGUEIRA) é atribuído principalmente a alguns fatores, que, na criação do Fila Brasileiro do sistema OFICIAL CBKC/FCI, felizmente nós não apresentamos, que “seriam” hipoteticamente ocasionados pela EXCESSIVA CONSANGUINIDADE e ACASALAMENTOS INCORRETOS {com o uso de padreador portador de patologia visível (os criadores de Fila Brasileiro, “fileiros”, estão seguindo muito a utilização de padreadores não irmãos e também evitam os acasalamentos entre pais e filhos, além de não usarem padreador com patologia visível) e também pela não utilização de cães FB com excesso de branco, pois essa cor (branca) está, hipotética e “aparentemente”, ligada a esses problemas citados (cegueira, surdez e albinismo)}. Dessa forma, eu, particularmente utilizo, sempre que possível, para padrear minhas fêmeas reprodutoras, Cão Fila BrasileiroQUE ATENDA ESSA RECOMENDAÇÃO, além de, ocasionalmente, acasalar inter-cores (Amarela X PRETA; Tigrada X Amarela; Tigrada X PRETA), entretanto, esporadicamente, acasalamos “empatando” as cores (Amarela X Amarela; e Tigrada X Tigrada); observação: Ainda não tive oportunidade de acasalar as cores “empatadas”  (Preta X Preta). Esse acasalamento de Fila Brasileiro de cor PRETA com excelentes Fila Brasileiro de outras cores, ao longo do tempo, acabará aumentando ainda mais a qualidade já excelente dos exemplares de pelagem PRETA.

                        6) Recomendo a utilização de FB na cor PRETA nos acasalamentos em vista do que foi aqui exposto (pigmentação mais forte) e também pelo interesse comercial (preço melhor no mercado, mercado mais fácil, interesse do nosso Clube filiado ao sistema OFICIAL e da própria Raça em aumentarmos ainda mais as qualidades morfológicas do Fila Brasileiro de pelagem PRETA; etc.).

                        7) Usa-se muito alguns termos que podem não ser muito bem compreendidos, tais como: diluição (ato ou efeito de diminuir o porcentual de concentração de uma substância ou cor); fatorado (possuidor do gene); interação (ato ou efeito ocasionado pela ação conjunta entre dois, ou mais, genes); reagente (que provoca uma reação química), etc..

                        8) Um cão com pelagem inteiramente de cor branca, é considerado de cor sólida quando apresentar todas as mucosas devidamente pigmentadas de cor preta. Cite-se que há inúmeras Raças de cão que são brancas ou admitem a cor branca e que são consideradas como de cor sólida, tais como: Poodle, Samoieda, Kuvasz, Pastor Branco Suiço, etc.. Ressalte-se que a Raça Fila Brasileiro, independente da cor da pelagem, deverá também apresentar todas as mucosas bem pigmentadas na cor PRETA. E, especificamente, o Fila Brasileiro de pelagem PRETA, além de ter de apresentar todas as mucosas bem pigmentadas na cor PRETA, ainda deverá apresentar os olhos de cor castanha escura, diferentemente do FB de cor Amarela, que poderá apresentar os olhos de cor castanha clara, dependendo da tonalidade do pêlo.

                        9) Quando há uma recomendação para que determinada Raça canina não apresente alguma característica, como por exemplo: Não pode ultrapassar

50% de branco, e o cão ultrapasse, apresentando, por exemplo: 61% de branco, o Juiz poderá penalizá-lo por esse defeito (qualquer desvio dos termos descritivos do Padrão). Outro exemplo: A mordedura da Raça Fila Brasileiro deve ser preferencialmente em tesoura, ADMITINDO-SE a “em torquês. Num caso de dois Fila Brasileiro homogêneos (muito “parelhos”), o Juiz optará naturalmente para o de mordedura em tesoura como o Melhor entre os dois, em detrimento daquele que apresenta a mordedura em torquês.

                        10) Vejam também que, consoante NGA (Norma Geral de Análise), a maioria das Raças que, na origem (formação), trabalhavam junto, ou próximo, ao homem no campo (caça em mata variada e topografia diversa), os criadores sempre (pelo menos na maioria das vezes) procuraram selecionar as cores características, onde também o animal apresentasse uma parte do corpo na coloração BRANCA, ISSO com vistas a poder o homem/caçador vê-lo mais facilmente. Más e o cão, sobre cuja raça se desconheça praticamente tudo sobre a sua origem e na qual apareçam muitas “estórias” (nenhuma com comprovação documental, científica ou jurídica, exceto uma das teorias, no caso do Fila Brasileiro, que é a do falecido Dr., Professor, e ex-criador, Sr. PROCÓPIO do Valle, que apresentou uma carta histórica da Companhia das Índias Ocidentais, Cia. essa que fazia o transporte marítimo na época do, e pós, descobrimento e colonização do Brasil), todas com muita base em suposições e guiadas mais e principalmente pela ideologia e gosto pessoal do que pela análise: lógica, científica, histórica ou genética. Esqueceram-se, com exceção de uma dessas citadas teorias, de fazer as análises com isenção e muita pesquisa, além de deixar de seguir regras técnicas. Ai, na nossa Raça, a Fila Brasileiro, ficamos como a grande maioria das demais Raças de Cães, ou seja, a origem do Fila Brasileiro é totalmente desconhecida e nebulosa, havendo entre as várias teorias, apenas uma que é “quase” um consenso” entre a maioria dos criadores de Fila Brasileiro, que é a de que a Raça FB teria se originado/formado PRINCIPALMENTE de cruzamentos entre cães da extinta Raça Engelsen Doggen, ou Dogue do Forte Race, com as Raças Mastiff Inglês e Bloodhound, e demais cães trazidos ao Brasil pelos europeus na época da colonização. Esses cruzamentos hipoteticamente teriam sido realizados ao acaso, dentro do território brasileiro, sendo alguns cruzamentos realizados através de intervenção do homem. 

                        11) A pelagem apresentada pela Raça Fila Brasileiro deve ser SIMPLES, isto é: ela não contém sub-pêlo, o pêlo deve ser: curto {vai de 1 (um) a no máximo 3 (três) centímetros de comprimento}, reto (liso) e bem acamado (deitado junto à pele). Todas as cores admitidas pelo Padrão (amarela, PRETA, marrom, vermelha, tigrada ou rajada) podem variar em tonalidade (diluição ou concentração-mais ou menos claro e menos ou mais escuro). OFila Brasileiro não requer (nem deve) ser tosado, nem necessita de preparo da pelagem para Exposição, devendo, no máximo, receber uma escovada para eliminar algum pêlo “morto”.   As marcações brancas, como já foi dito, somente são permitidas se forem PEQUENAS, e somente na ponta da cauda, no peito (antepeito) e nas patas (“mão” ou “pé”), sendo que se forem de tamanho médio ou grande poderão e deverão ser penalizadas, assim como se forem localizadas em outros locais, PRINCIPALMENTE se estiverem na cabeça e mais rigorosamente se forem muito “semelhantes” às marcações típicas apresentadas por outras Raças, tais como: marcação “Blase”, por exemplo.

                        De acordo com a bibliografia canina, as pelagens podem ser, quanto à coloração, de três tipos: Sólida; Mista; e, Particolor. A SÓLIDA É QUANDO A PELAGEM É DE UMA SÓ COR, seja de pigmento claro, seja de pigmento escuro, intenso ou diluído. Via de regra, nestes casos, uma PEQUENA mancha branca no peito e nos dedos é TOLERÁVEL (sendo na Raça Fila Brasileiro também admitida ou tolerada na ponta da cauda, além de nas patas e na ponta do peito). Os cães inteiramente brancos e de pele pigmentada de escuro são considerados brancos SÓLIDOS. Ex.: Poodle, Samoieda, Pastor Branco, etc.. Os cães inteiramente ou Pretos, ou Amarelos, ou Vermelhos, ou Marrons, etc., são considerados pretos, amarelos, etc., SÓLIDOS. Ex.: Fila Brasileiro PRETO, Fila Brasileiro Amarelo, Dog Alemão Preto, etc.. MISTA é quando a pelagem possue tanto coloração de pigmento claro, como de escuro, ou pêlos de pigmentação diluída e pêlos de pigmentação intensa. Ex: Dobermann (marcações “tan”), Rottweiler (marcações “tan”), Pinscher Miniatura (marcações “tan”), FB tigrado {cor de fundo sólida de pigmento claro (vermelha, ou amarela, ou marrom e suas nuances), com “estrias” ou “rajas” PRETAS, parecendo com um “tigre”}, etc..  PARTICOLOR é quando é uma pelagem combinada entre uma das outras já descritas e o BRANCO proveniente da não oxidação do pigmento (branco com pele cor-de-rosa). Atentem para o fato de que, pelo Padrão, não pode ter FB Particolor.  Ex.: Dogue Alemão Arlequim, Cocker Inglês ruão, Dálmata, etc.. Vejam que as cores do FB amarela, PRETA, marrom, e vermelha são cores consideradas SÓLIDAS e a cor Tigrada ou Rajada do FB é cor considerada MISTA e é oficialmente a única cor, com exceção das SÓLIDAS, que é aceita pelo Padrão Racial do FB aprovado pela FCI/CBKC. Sendo que entre as Sólidas, quanto ao Fila Brasileiro, haverá que se retirar, consoante a “letra” do citado Padrão, as cores DESQUALIFICANTES (branca-mesmo que sólida), e também as malhada; manchetada; cinza-rato; preta e castanha (“black and tan”); e azul.

                        Lembrem-se: A Amarela; a PRETA; a Marrom, a Vermelha; a Tigrada ou Rajada, são as cores admitidas e existentes na Criação OFICIAL da Raça Fila Brasileiro, regida pelo PADRÃO OFICIAL DA FEDERAÇÃO DE CINOFILIA INTERNACIONAL, conforme se verifica no site: http://www.fci.be; ou no site: http://www.cbkc.com.br; ou no site: http://www.spfilabrasileiro.com.br. Não seja ludibriado, consulte o Clube Especializado da Raça, filiado ao sistema da FCI/CBKC, que ele lhe poderá dar uma melhor orientação a respeito da aquisição de um filhote de Fila Brasileiro, indicando um criador idôneo e conhecedor das características raciais elencadas no Padrão da FCI (Federação de Cinofilia Internacional).

                        Reitero recomendações anteriores no sentido de que os amigos leitores devem se valer de um dicionário da língua portuguesa para interpretar algum termo ignorado ou de significado duvidoso, bem como, procurem ler muito a respeito de artigos sobre genética, principalmente os que forem de autores criadores de outras raças caninas, pois esses, hipoteticamente, serão isentos de “Clubismo”, política ou de falta de credibilidade, ou de amizade ou inimizade. Dando-se preferência àqueles artigos que forem de autoria de técnicos geneticistas ou veterinários e que sejam divulgados em sites de Faculdades de Veterinária, ou em Universidades, ou em Instituições governamentais. Costumeiramente leiam (e releiam) o MED (Manual de Estrutura e Dinâmica) da CBKC/FCI, livro esse que foi inteiramente idealizado e planejado por um grupo de Juízes com alto saber e enorme conhecimento cinófilo, pessoas íntegras, alguns com curso na área médica veterinária, sendo que nenhum deles criou Fila Brasileiro (pelo que me consta).

                                          “Não fique só, fique sócio da SPFB”.
                        “Quantos mais formos, mais seremos ouvidos”.
                        “ÉTICA, um princípio que não pode ter fim”.
                        “Brasileiro que cria FB é duplamente Brasileiro”.
                        “Quem quiser cor que cultive rosas”. Autoria do sr. PSC.
                        “Nós, criadores de Fila Brasileiro pelo sistema cinófilo oficial, almejamos e selecionamos qualidade, cada vez mais perto do ideal de TIPICIDADE e de FUNCIONALIDADE descrito pelo Padrão OFICIAL”.
                        Continuamos SENTADOS aguardando uma Prova dos adeptos do Clube dissidente sobre a não existência de alguma da cores oficiais da Raça Fila Brasileiro. Reparem que eles acusam desde 1978, ou seja, em mais de 31 (trinta e um anos) de falsas acusações eles não conseguiram encontrar a hipotética prova. Sendo que “se”, e “quando”, eles nos apresentarem uma única prova, a encaminharemos de imediato para a CBKC/FCI modificar o texto do Padrão Racial nº. 225, do ano de 1984, aprovado pela FCI (Federação de Cinofilia Internacional).

                                               São Paulo, 03 de Novembro de 2009.
                                               Virgílio De Martella Orsi
  Juiz de Fila Brasileiro e grupos I, II, IV, V, VIII e X da CBKC/FCI.
                                   Canil Vale do Aricanduva/SP.

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