A COR DAS PELAGENS DOS ANIMAIS

            Amigos, transcrevo abaixo artigo de autor não identificado extraído no site: http://www.cavalospampa.com.br/homozigoto.html e mais abaixo incluo alguns comentários de minha autoria.


            Homozigoto dominante, uma Jóia de Valor Inestimável.

            (égua preta parida com potro pampa) Um produto pampa descendente de égua, ou garanhão, de pelagem sólida, jamais será um pampa homozigoto dominante.

            Um dos maiores fascínios que envolvem a herança da pelagem é a sua IMPREVISIBILIDADE na distribuição e formas das malhas brancas. Mas a previsão do nascimento de produto pampa pode ser infalível, caso um dos pais apresentar esta pelagem em estado de homozigose dominante, ou seja, quando há o emparelhamento de dois alelos dominantes (TT) na cadeia dos cromossomos. Na literatura internacional, a letra T refere-se à palavra Tobiano, ou Pampa na denominação dada à esta pelagem pela ABCPAMPA ¨C Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pampa. No caso de exemplares heterozigotos, os alelos serão Tt. Nos animais de pelagem sólida, estes alelos serão t t, significando a ausência da manifestação desta pelagem.

            A pelagem pampa é comandada por um gene dominante simples. Os produtos pampas jamais nascem de pais não pampas. Pelo menos um dos genitores precisa apresentar a pelagem pampa. Existem três possibilidades de manifestação e herdabilidade desta pelagem:

.           – garanhão pampa X égua de pelagem sólida ¨C de cada quatro produtos nascidos, dois serão pampas.

.           – garanhão pampa X égua pampa ¨C de cada quatro produtos nascidos, três serão pampas, desde que os pais sejam heterozigotos.

.           – garanhão pampa X égua pampa ¨C se pelo menos um deles for homozigoto dominante, todos os produtos serão portadores da pelagem pampa.

            A partir do acasalamento entre dois exemplares heterozigotos para a pelagem pampa, há uma possibilidade de 25 % para o nascimento de um homozigoto dominante, 50 % para o nascimento de pampa heterozigoto e 25 % para a produção de potros (as) de pelagem sólida.

            Nenhum teste genético pode concluir COM PRECISÃO se um garanhão ou égua, de pelagem pampa, é homozigoto dominante. Mas existem algumas informações, quando associadas, que podem fornecer EVIDÊNCIA do animal ser um homozigoto dominante, podendo ser considerado uma jóia de valor inestimável, tanto em termos de preço de mercado, e como ferramenta poderosa para impulsionar o processo seletivo da manifestação da produção de potros e potras pampa em cada geração:

            – pedigree quando ambos os pais são pampas;

.           – teste de progênie quando o animal em análise jamais produziu um filho (a) de pelagem sólida, principalmente após pelo menos cinco acasalamentos sucessivos com animal de pelagem sólida. A longo prazo, este é o teste mais evidente de que um pampa seja homozigoto dominante;

.           – marcadores genéticos o gene determinante da pelagem pampa encontra-se estreitamente ligado à Albumina, um tipo de molécula protéica, identificada em laboratório como Alb. B, e aos genes do sistema GC  S. Quando presentes no sangue, é um bom indicativo de que o animal é homozigoto dominante. Este teste não é 100 % PRECISO porque estas variáveis também podem ser identificadas no sangue de animais de pelagem sólida, porém em uma combinação de freqüência bem menor em relação àquela no sangue de exemplares de pelagem pampa.

Um exemplo de exame feito em um garanhão nos Estados Unidos:

Nome do garanhão: Pure Luck

Raça: Spotter Saddle.

Laboratório: Shelter Wood Laboratories, Inc. Carthage, Texas.

Resultado: Os fatores genéticos ligados à homozigose dominante para a pelagem pampa são os marcadores homozigotos B (B B) presentes na molécula de albumina e os marcadores homozigotos S (S S) presentes no sistema GC. Pure Luck apresentou indicativos de ser um animal homozigoto dominante para a pelagem pampa. E desde que os seus pais também são pampas, DIFICILMENTE este reprodutor produzirá uma prole representada por exemplares de pelagem sólida.

Quando a comprovação de ser homozigoto dominante é definitivamente determinada pelo teste de progênie, os selecionadores podem obter vantagens comerciais, dando garantia do nascimento de produto pampa na venda de coberturas, ou de sêmen.

A melhor maneira para se produzir exemplares de pelagem pampa de PRETA é conduzir acasalamentos entre pai e mãe de pelagem pampa de PRETA, pampa de preto e PRETA, pampa de PRETA e alazã ou pampa de PRETA e pampa de alazã.

Aos selecionadores de pampa de preto, existe um teste de DNA que elimina a chance da produção de pampas de alazão.

Como esta variedade de pelagem sólida é transmitida como um caractere recessivo, a ausência deste fator (identificado pela letra E) no exame de DNA de um exemplar pampa de preto, indica que a produção desta variedade de pampa será de maior dominância, sendo classificada como pampa de PRETA homozigoto dominante (E E). Não haverá produção de filhos (as) portadores da pelagem alazã ou pampa de alazã, independente desta pelagem estar presente no outro genitor (a). MAS AINDA HAVERÁ UMA PROBABILIDADE DO NASCIMENTO DE OUTRAS VARIEDADES DE PELAGEM PAMPA OU MESMO DE PELAGENS SÓLIDAS, tendo em vista que a pelagem PRETA jamais apresenta mecanismo genético totalmente dominante.

Pelo tempo que já é realizado o Registro Genealógico de exemplares de pelagem pampa no Brasil, sob a supervisão da ABCPAMPA, desde 1993, os criadores já deveriam estar atentos quanto à identificação de animais homozigotos dominantes, especialmente os garanhões. Esta atitude seria fundamental para a fixação definitiva da pelagem pampa nos plantéis, possibilitando acelerar de forma significativa o processo seletivo. É bom lembrar que muitos exemplares de pelagem sólida, de inestimável valor zootécnico, em termos de morfologia e andamento, vêm sendo descartados a cada ano, pois o objetivo principal desta nova raça é a pelagem pampa. Este descarte não acontecerá através da utilização de garanhões homozigoto dominantes. Quem criar com profissionalismo, ainda verá em seu plantel estas jóias de inestimável valor.

Agora, transcreverei abaixo, Uma parte da orientação do Conselho Cinotécnico da CBKC, anexada ao Ofício Circular da CBKC-053/09, a respeito das cores dos cães da Raça Dogue Alemão, por achar que algumas cores são muito similares às cores da pelagem da Raça Fila brasileiro ……………………………..


.                       Cores

Os exemplares da Raça Dogue Alemão DEVEM ser registrados nas seguintes cores:  

           1. Permitidas pelo Padrão: Dourado, Tigrado, Arlequim, Preto, Preto Mantado, Preto Plaqueado e Azul.                           

           2. Desqualificantes pelo Padrão: Dourado e Branco, Tigrado e Branco, Albino, Porcelana, Merle e Azul e Branco.

                        Descrições

                        Cores Permitidas:       

 Dourado: Base dourada, podendo ter máscara preta e mancha branca nos dedos, sem ultrapassá-los, e no peito, sem subir no pescoço, nem adentrar pelo ventre.   

  Tigrado: Base dourada, com listras pretas, podendo ter máscara preta e manchas brancas nos dedos, sem ultrapassá-los, e no peito, sem subir pelo pescoço, nem adentrar pelo ventre.

 Arlequim: Base ou fundo branco, com manchas pretas pelo corpo. Fundo salpicado de azul acinzentado, ou a existência de manchas acinzentadas, amarronzadas, amarelo acinzentado ou azul-acinzentado, não descaracterizam essa cor para fins de registro de ninhada.

 Preto: Base preta, podendo ter marcas brancas nos pés, até o final do metacarpo ou metatarso, sem subir pelo carpo ou tarso, e no peito, sem subir pelo pescoço, nem adentrar pelo ventre.

 Preto Mantado: Base preta, com marcação branca no focinho, testa, pescoço, peito, ventre, pernas e ponta da cauda, ainda que essas marcações não apareçam todas juntas e independente de sua extensão.           

 Preto Plaqueado: Base branca com marcação preta na cabeça, desde que contenha marcas brancas no focinho e/ou testa, e, ainda, manchas pretas no corpo caracterizando placas de contorno regular.

 Azul: Base azul-aço puro, podendo ter manchas brancas nos pés, não ultrapassando o carpo ou o tarso, e no peito, sem subir pelo pescoço, nem adentrar pelo ventre.

 Dourado e Branco: Base dourada com marcações brancas em qualquer das partes: focinho, testa, pescoço, ventre, pernas, pés (meias ou luvas) e ponta da cauda, ainda que essas marcações não apareçam todas juntas e independente de sua extensão.

 Tigrado e Branco: Base tigrada com marcações brancas em qualquer das partes: focinho, testa, pescoço, ventre, pés (meias ou luvas) e ponta da cauda, ainda que essas marcações não apareçam todas juntas e independente de sua extensão.

 Albino: Base branca sem qualquer marcação preta no corpo, pêlo ou pele. O exemplar que tenha qualquer mancha preta, no pêlo ou na pele, mesmo que de tamanho reduzido, será de cor Arlequim.

 Porcelana: Base branca com manchas azuis ou cinzas, sem ocorrência de manchas pretas bem definidas, ou ainda, presença de manchas douradas ou tigradas em qualquer local do corpo, mesmo com a existência de manchas pretas isoladas.

 Merle: Base cinza salpicada de preto ou com manchas pretas, podendo ter marcações em branco.

 Azul e Branco: Base azul com marcações brancas em qualquer das partes: no focinho, testa, pescoço, ventre, pernas (acima do carpo ou tarso) e ponta da cauda, ainda que essas marcações não apareçam todas juntas e independente de sua extensão.                 _____________________________________________________

            Observações deste signatário sobre o artigo atinente aos equinos:…. …………………………………………………………………………………..

            Garanhão é o cavalo macho reprodutor. Existe o cavalo macho que é chamado de capão, pois teve os seus testículos retirados ou inutilizados.

Vejam que o autor do artigo sobre os equinos se refere ao gene ¡°E¡±, o mesmo gene que o autor de um artigo em castelhano sobre a cor preta na raça FB se referiu, também é referido esse gene num artigo em português de autoria da sra. Clélia Kruel, do Canil Camping, sediada no Texas/EUA, se não estou enganado. Em síntese se diz que esse gene é o responsável pela manifestação da pelagem de cor preta na Raça FB (também).

Esse gene seria recessivo, ou seja, somente se mostraria caso ambos os pais (pai e mãe) daquele produto (filhote) tivessem o gene recessivo em questão no patrimônio genético, ou pelo menos um deles (dos pais) o tivesse e o outro (dos pais) não tivesse genes dominantes para outra cor diferente da preta.

Vejam que o autor diz dificilmente o garanhão Pure Luck produzirá um filhote de cor sólida, querendo dizer que é muito difícil isso acontecer, porém, NÃO É IMPOSSÍVEL.     Vejam que o autor do artigo supra apresenta o seu pesar por haver o descarte de excelentes exemplares em termos de dinâmica (andamento) e de fenotipia (morfologia) em virtude de se fixarem unicamente na característica da coloração da pelagem.  Vejam que há denominações de coloração de pelagem que são inusuais (incomuns) entre os cinófilos, tais como: Ruano, Tobiano, Pampa, Alazã, Palomino, Tordilho, etc. e etc.                 _____________________________________________________.           

Observações deste signatário sobre as pelagens dos cães.

Há um artigo (que eu não consegui localizar) publicado na Revista Cães e Cia. Há muito tempo passado (+ ou ¨C na década de 80 ou 90), sobre as cores da pelagem do FB nos diversos acasalamentos, de autoria da nossa associada (SPFB), a Bióloga, sra. Jeni Barbosa de Freitas, Canil Guaraóca, Mairiporã/SP, onde ela fazia a combinação das possibilidades das cores das pelagens dos filhotes. Se não estou enganado, era mais ou menos assim:

Acasalamento de cores    –    Produz

– dourado X dourado       : filhotes dourados;        

– dourado X tigrado         : filhotes dourados  e tigrados;         

– dourado X preto            : filhotes dourados, pretos e tigrados; 

– tigrado X tigrado           : filhotes tigrados, dourados (e pretos); 

– tigrado X preto              : filhotes tigrados, pretos e dourados; .

– preto X preto                 : filhotes pretos e tigrados;

A minha maior dúvida é em relação ao acasalamento do tigrado X tigrado, pois não me recordo se havia o produto (filhote) preto.

Essa tabela/pesquisa fora feita, à época, baseada nas informações dos criadores (MRN).

Eu, particularmente, nunca acasalei Fila Brasileiro preto X preto. Diga-se de passagem que assim foi feito por obra do acaso, pois, nada teria contra.

Nos acasalamentos que fizemos aqui no nosso Canil de dourado X dourado, os filhotes todos eram dourados; de dourado X tigrado, os filhotes eram dourados e tigrados; de dourado X preto, os filhotes eram dourados e pretos (não nasceram tigrados); de tigrado X tigrado, os filhotes eram tigrados e dourados (não nasceram pretos).

Vejam que em todos os artigos encontrados sobre genética, fala-se sempre sobre gene dominante ou recessivo, sobre heterozigose e homozigose PARA DETERMINADA e ESPECÍFICA CARACTERÍSTICA ou PARA ALGUMAS POUCAS CARACTERÍSTICAS e NUNCA SE FALA PARA TODAS AS CARACTERÍSTICAS, ou seja, em outras palavras, na genética atual (pelo menos na genética que é conhecida, há muitos estudos e pesquisas em andamento) NÃO HÁ NADA QUE COMPROVE OU EVIDENCIE A EXISTÊNCIA DE UM ANIMAL (QUALQUER QUE SEJA) QUE SEJA TOTALMENTE HOMOZIGOTO DOMINANTE PARA TODAS AS CARACTERÍSTICAS. Muito pelo contrário, todas as descobertas, todas as análises dos estudos levam à conclusão de que não há essa hipótese, pelo menos não no mundo natural (real). A própria mãe NATUREZA sempre se mostra favorável à DIVERSIDADE de espécies animais.

Vejam que há um artigo no site de um criador adepto do clube dissidente que fala, entre outras coisas muito bem articuladas, que das cores existentes na Raça Fila Brasilero, a cor amarela é a que é a mais favorável (ou favorecida) no nosso clima tropical, etc., etc. e etc., seguindo nessa linha ele também aborda a cor preta, dizendo que essa cor reflete um x% dos raios solares, etc., e que portanto nessa linha de raciocínio a cor preta seria a menos favorável a ser apresentada pela Raça FB no Brasil, por ser um País tropical, deixando ¡°implícito¡± que o FB não possuiria a cor preta na NATUREZA. Pois bem, apenas para elucidar aquele criador, no Brasil, País Tropical, mas de imensidão territorial, nós temos diversas e variadas regiões com climas muito variáveis entre si, também, citando como por exemplo no Sul (RS, SC e Paraná) temos o frio mais rigoroso do que normalmente no restante do País, e, para finalizar eu citarei apenas algumas espécies brasileiras existentes e registradas na mãe NATUREZA, onde ostentam cor PRETA, quais sejam:

 Mico Leão PRETO ¨C (leontopithecus chysopigus) é uma das espécies de primatas mais raras e ameaçadas do mundo. ENDÊMICO da Mata Atlântica do interior do Estado de SÃO PAULO, que curiosamente também faz parte do Brasil. www.ipe.org.br/html/programas_pontal/projeto_mico_preto.asp

Sagui PRETO de mão amarela: é conhecido por ter a pelagem dos pés e mãos na cor amarela, ao contrário do resto do corpo que é todo na cor PRETA. É natural das zonas ao longo do Rio Amazonas-BRASIL (regiões bem tropicais). www.achetudoeregiao.com.br/ANIMAIS/sagui_preto_de_mao_amarela.htm

Macaco: Uacari Preto:

http://www.achetudoeregiao.com.br/ANIMAIS/uacari_preto.htm. o qual é natural e vive na Floresta Tropical da Amazônia.

Macaco: Tucurui de cor preta:

http://www.museu-goeldi.br/museuempauta/noticias/agencia_museu_goeldi/11042008/segunda_html. o qual é natural do Brasil, existindo um grupo no Sudeste do Pará, que fica no Brasil, na região Norte.  

 Macaco-Aranha PRETO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Macaco-aranha-preto. o qual também é natural do território Brasileiro (inclusive havendo e ocorrendo esse macaco na região Sul e também na região Norte do Brasil, extremos do território nacional brasileiro).

 Então, como o artigo do nobre colega criador adepto do Clube dissidente não afirmou categórica e peremptoriamente, apenas insinuou que o Fila Brasileiro preto não pode existir naturalmente, eu não vou refutá-lo explicitamente, somente vou deixar claro que HÁ MUITAS ESPÉCIES DE MAMÍFEROS BRASILEIROS QUE OSTENTAM A COR PRETA na pelagem em questão NA NATUREZA, cor essa tão atacada por alguns poucos criadores de FB. DESSA FORMA, mais uma vez fica evidenciada que não há argumentação técnica, nem histórica, nem documental (Padrões), nem muito menos científica ou genética que negue a existência e a OFICIALIDADE DA COR PRETA na Raça Fila Brasileiro, muito pelo contrário, há farta argumentação documental (padrões de 1946, de 1976 e o de 1984, o qual vige até o presente), argumentação técnica (vide Revistas Veterinárias na qual o sr. PSC, considerado um ¡°expert¡± em FB, um dos autores do 1º Padrão Racial, sendo considerado o autor sênior, declarou que o Fila Brasileiro existia, já bem antes de 1946- época do estabelecimento do 1º Padrão Racial, em todas as cores, citando textual, específica e nominalmente a cor PRETA entre as existentes) argumentação histórica/documental/fotográfica (vide o Grande Livro do Fila Brasileiro, edição de 1981, de autoria do Doutor, Professor: Procópio do Valle) e inclusive a própria existência de exemplares FB de cor preta já desde época anterior ao estabelecimento do primeiro Padrão Racial (1946) (inúmeros exemplares fotografados, cujas fotos constam da parca bibliografia especializada do FB e também no site: http://black_fila_br.sites.uol.com.br, de autoria do falecido Professor, Doutor Procópio do Valle). Lembrem-se que: difícil não significa IMPOSSÍVEL, raro não significa INEXISTENTE, poucos não significa NENHUM, improvável não significa INEXISTENTE, provável não significa CERTEZA.  Se há um gene, ou uma combinação genética, denominada como de MAIOR penetrância, há, em contrapartida, um gene ou uma combinação genética denominada como de MENOR penetrância. A taxa porcentual de registros de FB na CBKC/FCI na cor preta diminuiu um pouco de 1946 para a época atual (2009), FATO esse que também CONTRADIZ muitas afirmações equivocadas e falsas feitas até passado recente.                                                      _____________________________________________________

Agora gostaria de transcrever, abaixo, parte do texto de um artigo técnico, encontrado no site: http://www.sanbara.com.br/pretoxvermelho.htm, onde se comenta a respeito de uma PESQUISA realizada por cientistas da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

 O gado de pelagem PRETA tem melhores condições de adaptação em áreas TROPICAIS do que o vermelho. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores Roberto Gomes da Silva, Newton La Scala Júnior e Priscila Bersi Pocay, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Isso acontece porque o animal de pelame negro conta com mais melanina na epiderme, cuja função é A PROTEÇÃO CONTRA OS RAIOS ULTRA VIOLETAS, mais forte em regiões onde a incidência solar é maior e que provocam câncer. A pesquisa também revela que quanto MAIS FINOS E CURTOS forem os PÊLOS, melhor para a adaptação nas REGIÕES TROPICAIS.

Para realizar o estudo, amostras de couro de animais recém abatidos foram expostos a um simulador solar do Laboratório de Bioclima Animal do Campus de Jaboticabal/SP. A conclusão do trabalho é baseada no fato de que, nas raças européias, a epiderme costuma repetir a cor do pelame e por isso um ANIMAL NEGRO SERIA O IDEAL PARA OS TRÓPICOS.

Os………….                                                                   .         . ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………         E não se esqueçam, tanto o red (vermelho) quanto o BLACK (preto) são Angus.    

                                                                                                   _____________________________________________________

Cada dia que passa, nós chegamos à conclusão mais fortalecida e concreta que a propaganda contra a cor Preta na raça FB foi arquitetada sob o escopo de uma tentativa de vingança, ou de uma falsa propaganda para ganhar-se credibilidade indevida, ou para desmerecer a criação concorrente.

Infelizmente os estudos ou pesquisas envolvendo a Raça FB  ou são raríssimos, ou são indignos de fé pública por serem tendenciosos e com interesses grupais, mercantis ou clubísticos. 
_____________________________________________________

            Observações deste signatário sobre as cores da pelagem do Dogue Alemão e sobre uma possível orientação do Egrégio Conselho Cinotécnico sobre as cores da pelagem da Raça Fila Brasileiro.

Vejam que as cores da pelagem da Raça Fila Brasileiro são todas praticamente englobadas nas cores da pelagem da Raça Dogue Alemão. Acredito que somente a cor Vermelha da Raça Fila Brasileiro não esteja especificada entre as existentes na raça DA.

Vejam que, conforme consta no Padrão Racial da Raça Fila Brasileiro, no tocante à cor: o branco, cinza rato, malhado, manchetado, preto e canela (black and tan) e azul são cores NÃO PERMITIDAS. São PERMITIDAS todas AS CORES SÓLIDAS, TIGRADAS DE FUNDO NAS CORES SÓLIDAS, com rajas de pouca intensidade até os fortemente rajados, podendo, ou não, apresentar máscara preta. Em todas as cores permitidas, admitem-se marcações brancas nos pés, peito e ponta da cauda. INDESEJÁVEIS AS MANCHAS BRANCAS NO RESTANTE DA PELAGEM.

Vejam que a orientação aos dogueiros é ¡mpositiva, ou seja, o verbo dever é um verbo que embute ordem e a conseqüente obediência, podendo ser de forma educada, como o foi, porém, não há dúvida de que o Conselho está dizendo que a orientação deve ser seguida, sob pena de haver rejeição ao Registro do animal, ou, então, do exemplar ser proibido de reproduzir.

Vejam também que no item do Padrão do FB que fala sobre a cor da pelagem, a frase que encerra, diz: Indesejáveis as manchas brancas no restante da pelagem.

O caso do DA é muito similar ao do FB, pois, o Conselho Cinotécnico diz que a mancha branca da luva e da meia deve ser restrita àquela região (mão e/ou pé) não podendo invadir o carpo ou o tarso. Também no caso da mancha no peito, a qual não deve subir pelo pescoço, ou invadir o ventre.

Outra coisa, nós, fileiros, costumamos registrar as cores com denominações variadas, que no fundo querem dizer a mesmíssima coloração, como por exemplo: Amarela, alaranjada, dourada, leonada, araçá, tigrada, rajada, riscada, preta, azeviche, negra, etc.; ao passo que deveríamos seguir a denominação correta utilizada no MED (Manual de Estrutura e Dinâmica) da CBKC/FCI e constar nos MRNs (mapas de Registro de Ninhada) as cores como elas ali constam, ou seja: Amarela,Vermelha, Preta, Marrom e Rajada ou Tigrada, pois, dessa forma, evitaríamos possíveis mal entendidos futuramente. As marcas brancas nos pés, no peito e na ponta da cauda, quando existentes, também deverão ser descritas pelos senhores árbitros nas respectivas súmulas, quando do julgamento de Exposição Especializada (e acredito que essa norma não vá demorar a ser enviada aos senhores juízes). As marcas brancas em outros locais (que não os já referidos na frase anterior) certamente deverão ser narradas nas súmulas e, conforme o caso, poderão (ou deverão) ser penalizadas pelo julgador, principalmente as que estiverem localizadas na cabeça e que forem muito semelhantes a marcações típicas de outras Raças.

Gostaria, mais uma vez, de reiterar que eu, pessoalmente, nada tenho contra a cor branca, ou contra as marcações brancas, pois, eu entendo, particularmente, que o cão ¡°deveria¡± ser analisado PRINCIPALMENTE pelas características que sustentassem a sua funcionalidade, no caso do FB, principalmente o temperamento/comportamento, pois, todos hão de convir que FB (ou qualquer cão de outra Raça que seja usada para a Guarda) que for covarde, medroso, não vai guardar nada e, provavelmente, poderá até ser furtado (o próprio cão FB) num feito mais ousado e sarcástico do ladrão.

Quase ia esquecendo de um detalhe muito pequeno: Nos idos de 1978, se não me falha a memória, alguns adeptos do Clube dissidente alegaram que uma das supostas PROVAS que se teria sobre uma hipotética (e depois ficou comprovado que eram frutos de elucubrações mentais com fins políticos) hibridação com cães de outras raças estava no fato (no entender deles, fato que se comprovou também estar errôneo) de que os filhotes de FB na cor preta teriam aumentado significativa e repentinamente em números de registros, acontece que uma simples visita ao Livro de Registros da CBKC/FCI, comprovou e ainda comprova que os números, em termos porcentuais de registros de FB na cor preta estavam estacionados em torno de pouco menos do que 3 %. Hoje em dia a situação PODERIA ser invertida e alegarmos que os registros de FB na cor amarela (e suas nuances) aumentaram significativamente em termos porcentuais, concomitantemente com a diminuição dos FB registrados nas outras cores: Tigrada, Marrom, Vermelha e Preta. Daí, então, poderíamos perguntar: O porque ninguém, dos adeptos do Clube dissidente, acusa haver hibridação no FB  de cor amarela (dourado, baio, etc.)???. Será que é por interesse puramente mercantil? Ou será que eles já chegaram à conclusão, mais do que real e evidente, que aquelas acusações contra a cor preta eram fruto única e exclusivamente de cunho político patrocinadas por uma pessoa inteligentíssima que tinha maiores anseios dentro da cinofilia reconhecida pelos demais Países filiados à FCI (Federação Cinófila Internacional)?. Recentemente um amigo me falou que o Clube dissidente já foi chamado popularmente de Clube do FB amarelo. Por que? 

Se mudarmos de foco, ou seja, ao invés da pelagem, olharmos especificamente para a pele, então a cor PRETA ficará com muito maior vantagem sobre as outras cores, para isso basta visitarmos o site:

http://www.ntgospel.com/v3/index.php?option+com_content&task+view&id=540&itimid+56.

E vocês lerão o seguinte texto a respeito do assunto: como escolher o FPS (Fator de Proteção Solar)

Fator 15 – indicado para peles NEGRAS e morenas POUCO SENSÍVEIS AO SOL.

Fator 30 – ……….

Fator 50 i- indicado para peles que são EXTREMAMENTE CLARAS e sensíveis, QUEIMAM facilmente e apresentam vermelhidão.      

________________________________________        

Vamos olhar para o Fila Brasileiro de acordo e exclusivamente com vistas ao texto do Padrão Racial em vigor da CBKC que é o órgão brasileiro da cinofilia reconhecido oficialmente pelos demais Países filiados à Federação Cinófila Internacional. Além do Padrão, o outro documento que deveremos obedecer rigorosa e estritamente, e até com prioridade sobre o Padrão, é o MED (Manual de Estrutura e Dinâmica) da CBKC/FCI. Vejam também que na bibliografia cinófila mundial e na grande maioria dos Padrões Raciais das outras Raças se deixa claro, na maioria das vezes, que as cores uniformes e bem PIGMENTADAS devem ser priorizadas.

Infelizmente há pessoa (s) adepta (s) de Clube Dissidente que teima (m) em querer contrariar os cientistas, geneticistas, biólogos, veterinários, médicos, pesquisadores, a própria e escassa bibliografia, os Padrões Raciais (1946, 1976 e 1984), os documentos (fotos antigas divulgadas em alguns sites e no Grande Livro do Fila Brasileiro, de autoria do Doutor, Professor Procópio do Valle, e relatos em revistas especializadas antigas), etc., sem o mínimo embasamento técnico, documental, ou comprobatório, para tentar (em) defender uma teoria equivocada que foi formulada por uma pessoa inteligentíssima, mas altamente rancorosa e vingativa e que estava contrariada na ocasião por almejar cargo no extinto CPFB, que, por mérito eleitoral, foi ocupado por outra pessoa, a qual, para se vingar passou a divulgar uma tese que contrariava uma sua própria tese bem mais antiga. Não adianta nada, essa (s) pessoa (s) ficar (em) repetindo reiteradas vezes que Fila Brasileiro preto NÃO EXISTE, sem apresentar nenhum fato ou prova que contrarie a existência do Fila Brasileiro na cor PRETA, pois, o simples fato de se ficar repetindo uma história MENTIROSA ENÉSIMAS VEZES não a torna VERDADE como, enganosamente, afirmava o General Alemão GROEBBELS. SE isso fosse verdade, para qualquer pessoa enriquecer bastaria ficar apregoando aos quatro cantos do mundo que: Eu sou rico!. Eu sou rico!. Eu sou rico!. E pronto! Não haveria mais nenhum pobre no mundo.

Infelizmente na criação de Fila Brasileiro dificilmente um criador leva fêmea para que reprodutor de outro Canil possa acasalar.

Infelizmente as associações de criadores de Fila Brasileiro não recebem nenhum tipo de auxílio material de nenhum órgão governamental ou não governamental. Infelizmente as associações de criadores de FB, além de não receberem ajuda de nenhuma instituição, também não recebem ajuda ou apôio de alguns ditos criadores.

Infelizmente o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) aparentemente irá se desvincular da cinofilia, ficando somente com a criação de animais que sejam considerados de maior interesse econômico (bovinos, eqüinos, caprinos, suínos, bubalinos, etc.).

“Não fique só, fique sócio da SPFB”.

“Quantos mais formos, mais seremos ouvidos”.

“Não devemos perseguir as borboletas, devemos cuidar do jardim para atraí-las até nós”.

“Brasileiro que cria Fila Brasileiro é duplamente Brasileiro”.

“Quem quiser cor, que cultive rosas” ,  autoria do Dr. Paulo Santos Cruz.

Na análise de algum texto, devemos sempre interpretar as afirmações e conclusões com a maior isenção de ânimo possível, devemos sempre cotejar as palavras mais incomuns com as definições constantes dos dicionários da língua portuguesa. Na dúvida, devemos nos socorrer de outras pessoas com maiores conhecimentos e experiência. E sempre devemos evitar as conclusões apressadas ou extemporâneas. Lembremo-nos que a história pode ter várias e inúmeras interpretações, dependendo do foco, das amizades, das tendências políticas ou clubísticas, ou até dos interesses comerciais/mercantis, pessoais ou grupais do analista e do próprio narrador.

E NÃO SE ESQUEÇAM, TANTO O AMARELO, QUANTO O PRETO, QUANTO O VERMELHO, QUANTO O TIGRADO, QUANTO O MARROM SÃO:  FILA BRASILEIRO.  

Para exigirmos direitos, devemos, antes, cumprir nossos deveres e obrigações.
                        São Paulo, 14 de Setembro de 2009.
                                   Virgílio De Martella Orsi
                        Canil Vale do Aricanduva  – SP/Brasil.
                     Juiz de FB e dos grupos I, II, IV, V, VIII, X da CBCK/FCI.

Voltar a artigos Fila Brasileiro