Pai ou Padrasto da Raça Fila Brasileiro?

            .           FATO ou Ficção?

                        Amigos, como continuam as acusações levianas e falsas, continuaremos com a série de artigos para nos antepormos com argumentação lógica, exposição de FATOS e também com indagações e reflexões a respeito.

                        A Raça Fila Brasileiro, consoante consta em toda a grande parte da ínfima e “quase” inexistente “bibliografia” a respeito, iniciou o seu “nascimento” durante o século XVII, de forma obscura, imprecisa e muito controvertida, igual a grande maioria das demais Raças caninas..

                        Surgiram, ao longo da história REAL (Pós 1946) da Raça Fila Brasileiro, várias “teorias” a respeito de sua “FORMAÇÃO”, sendo que somente uma dessas teorias apresentou um documento comprobatório {Carta do Conselho dos XIX ao Conselho Político de Pernambuco, durante o domínio Holandês em Pernambuco, região Nordeste do Brasil, na qual se narrava que, através da Companhia das Índias Ocidentais, se enviava para Pernambuco uma carga marítima com 300 (trezentos) cães da Raça Dogue do Forte Race} que era a teoria do Médico, Doutor, Endocrinologista, Professor e MESTRE, Senhor Procópio do Valle, teoria essa calcada e praticamente uma “réplica” de uma outra teoria, de autoria do Doutor, Advogado, Senhor Paulo Santos Cruz, que afirmara que a Raça Fila Brasileiro, provavelmente era formada PRINCIPALMENTE pelo INTER-cruzamento entre cães das Raças Mastiff Inglês, Bloodhound e  Bulldog Inglês, trazidos ao Brasil provenientes da Europa.

Diga-se também que unanimemente TODAS as teorias apregoavam que a Raça “teria” se formado de um amálgama ou intercruzamento entre cães de algumas Raças aleatoriamente, ao acaso ditado pela mãe Natureza e também com alguma significativa interferência humana.

                        Provavelmente a teoria de formação do Fila Brasileiro de autoria do Dr. Paulo Santos Cruz, foi deduzida e divulgada nos primórdios do surgimento da Raça Fila Brasileiro, ou seja, no período antecessor e no predecessor ao estabelecimento do Primeiro Padrão Racial do Fila Brasileiro que ocorreu no ano de 1946, quando os criadores, do então Fila Nacional, ou qualquer outro dos inúmeros e vários nomes que se usavam, se reuniram e “clamaram” pelo estabelecimento de um documento que normatizasse a criação dali em diante, reunindo as características da média do Plantel existente. Ressalte-se que naquele período (que antecedeu o estabelecimento do 1º Padrão), o Doutor PSC. já era um experiente comerciante notável e admirador da Raça Fila Brasileiro, pois ele usualmente viajava para todos os rincões do imensurável território nacional, onde comprava cães Fila Brasileiro para revendê-los, ficando ocasionalmente com um ou outro exemplar para si, durante algum tempo. Ressalte-se também que o Dr. Paulo Santos Cruz era Juiz cinófilo pelo extinto SKC (Santos Kennel Clube) e julgava Exposições por aquele Clube, portanto já era dotado de um enorme cabedal de conhecimentos cinotécnicos, os quais lhe permitiam analisar e qualificar, bem como classificar inúmeros cães de várias Raças. Ele acreditava que a Raça Fila Brasileiro houvera surgido, ou se formado, PRINCIPALMENTE do acasalamento entre cães das Raças: Mastiff Inglês, Bloodhound e o antigo Bulldogue Inglês. Outra dessas teorias era a apresentada pelo Doutor, Professor e Mestre, Médico, Endocrinologista, Criador de FB, Sr. Procópio do Valle, cuja teoria afirmava que as outras três teorias, existentes por volta de 1981, estavam corretas em suas essências, porém, excluía a importância, no “amálgama” defendido por alguns dos demais, da Raça Fila Terceirense em virtude da característica do tal “rabo torto” (cauda torta), característica essa que não estava apresentada pelos Filas naquela ocasião, bem como, ele (Dr. Procópio) incluía a importantíssima contribuição dos cães da Raça Dogue do Forte Race, baseando-se no documento FACTUAL que era a carta enviada pelo Conselho dos XIX ao governo Holandês, sediado em Pernambuco, avisando do envio, por transporte marítimo, de cerca de 300 (trezentos) cães da citada Raça para o Brasil, através da Companhia das Índias Ocidentais, com a finalidade de auxiliarem as tropas holandesas sediadas no (hoje) Estado de Pernambuco, tropas essas que estariam sendo atacadas pelos nacionais residentes e pelos portugueses aqui radicados. 

                        FATO: O Dr. PSC em 1946, convidado pelo Kennel Clube Paulista (clube já extinto) para, juntamente com alguns outros cinófilos com destacado conhecimento cinotécnico, elaborar um Padrão Racial para o Fila Brasileiro, objetivando se unificar os critérios para uma criação melhor dirigida, bem como, para estabelecer parâmetros para o Julgamento do Fila Brasileiro durante uma Exposição de Estrutura e Beleza, de pronto, de imediato, sem titubear um segundo, aceitou, pois era muito inteligente e sabia que era conhecedor profundo das técnicas de análise e julgamento cinófilos, bem como já era conhecedor profundo e antigo sobre todas as qualidades e características raciais do Fila Brasileiro, com quem já tinha contacto a longo tempo de sua vida “mercantil” e de admirador da Raça Fila Brasileiro.  Aceitado o encargo, durante os primeiros trabalhos e reuniões, como já era de se esperar, o Doutor PSC. assumiu naturalmente a liderança do grupo, do qual constavam os senhores Erwin Waldemar Rathsam e João Ebner, ambos também dotados de enorme conhecimento e saber cinófilo, principalmente sobre a Raça Fila Brasileiro.

.                       Após os trabalhos, o Padrão foi devidamente aprovado junto ao então BKC (hoje CBKC) e colocado em execução naquele ano de 1946, através da sua divulgação e OFICIALIZAÇÃO a nível nacional no território brasileiro, passando a reger a Criação, o Registro e as Exposições de Estrutura e Beleza em todo o território nacional.

.                       FATO: Em 1968, graças ao excelente trabalho dos criadores brasileiros de FB e também,  principalmente, aos trabalhos de “bastidores” do Sr. Antonino Barone Forzano junto à cúpula da FCI, a Raça foi devidamente RECONHECIDA INTERNACIONALMENTE pela FCI (Federação de Cinófilia Internacional). Passando a Raça FB, a partir de então, a ser amparada pelo reconhecimento internacional. Dessa forma, o Padrão Racial do FB ELABORADO pelos Dr. PSC e Srs. Erwin Waldemar Rathsam e João Ebner se mostrou estar CORRETAMENTE redigido e com termos cinotécnicos compatíveis, provando que os autores entendiam do assunto na visão dos “experts” senhores dirigentes da Federação de Cinofilia Internacional, haja vista que, além de aprová-lo (ao Padrão), NADA objetaram a respeito dos termos cinotécnicos em que estava escrito. Será que todos os Dirigentes da FCI (Federação de Cinofilia Internacional) que eram (e são) na esmagadora maioria Juízes Cinófilos com larga experiência em análise morfológica e principalmente pessoas afeitas ao uso de termos cinotécnicos, bem como a Padrões Raciais de Raças as mais diversas possíveis, também seriam incoerentes e ignorantes ao ponto de aprovar “in totum” o Padrão do FB se ele contivesse erros???????????????????

                       FATO: Em 1975, alguns criadores Paulistas novamente se reúnem e decidem criar um Clube Especializado para a Raça FB que receberia o nome de CPFB (Clube Paulista do Fila Brasileiro), e, nessa oportunidade, o Doutor PSC, pessoa emérita e profundo admirador da Raça FB, se voluntaria e se candidata a dirigir o novo Clube como seu Presidente, porém, outro candidato a Presidente também aceita disputar o pleito eleitoral e, assim, temos a candidatura do Senhor Armando de Souza Reis, vulgo “Armandão”, recentemente falecido (novembro/2009), o qual, na ocasião (1975) sagrou-se vencedor nas urnas. Esse fato desencadeou a explosão de rancor e desejos de vingança do perdedor, Dr. PSC, o qual passou a criticar cães dos “adversários” políticos, assacando principalmente contra as cores PRETA e Tigrada/Rajada escura, visando atingir principalmente alguns criadores paulistas que deixaram de apoiá-lo em suas pretensões políticas. Em 1978, cercado de alguns adeptos e admiradores, o Dr. PSC funda um Clube “dissidente” e logo a seguir passa a divulgar uma lista negra de cães FB, incluindo nessa lista, injusta e aleatoriamente, inúmeros cães, inclusive o FB Orixá do Kirongozi, FB Tigrado escuro, taxando todos os cães incluídos na referida listagem da pecha de  “mestiços”,  independente dele próprio, Doutor PSC, o haver premiado (ao Orixá) inúmeras vezes como o “BIS” (Best In Show), tendo inclusive, numa dessas ocasiões, além de classificá-lo (ao Orixá) numa dessas três oportunidades como o “BIS”, ainda constado na súmula que tratava-se de um FB de excepcional qualidade, não apresentava defeitos, tinha temperamento correto e era totalmente TÍPICO. FATO que se pode confirmar através de uma foto histórica do momento da premiação, ocasião em que o Orixá era apresentado pelo “Jovem” (na época) Jether Benevides Garotti, do Canil Corumbá, foto essa exposta no site: http://www.filabrasileiro-dailha.com/9th_comandament.html onde inclusive constam, logo abaixo, mais duas fotos históricas dos dois primeiros FB exportados para a Europa pelo Dr. PSC.. Perguntamos então, o que será que mudou? Será que em poucos anos, o melhor FB da época na opinião do então Juiz, Doutor PSC, denominado Orixá do Kirongozi, se abastardou, de portador de um excelente fenótipo e tipicidade excelente, transformou-se, tornando-se num “mestiço”? Qual teria sido o motivo dessa “mudança” no Orixá, seria alguma coisa que deram para ele comer? Será que ele houvera passado perto de algum mestiço e houvera contraído a mesma “doença”????????????? Ou será que “era” mestiço devido ao Sr. Achileu Nogueira Filho, proprietário do Canil Kirongozi (criador do Orixá) e ao Sr. Jether Garotti, proprietário do Orixá não terem apoiado politicamente nas eleições de 1975 ao Dr. PSC.????????????????? 

 

                        Outro FATO: No Padrão Racial do Fila Brasileiro, editado em 1946, cujo autor sênior fora o Dr. PSC, constou-se no item cor: Todas as cores e suas combinações são PERMITIDAS. Nos unicolores e rajados são comuns as manchas brancas no peito e garganta, extremidade dos membros e ponta da cauda. No item Faltas, constou-se 1) Desqualificantes – ……………………………………….. Brancos sem qualquer mancha de outra cor. Ressalte-se que NÃO há QUALQUER obstáculo ou restrição contra a cor PRETA (cor unicolor) nem contra a Tigrada/Rajada e suas diversas tonalidades. Perguntamos então o porquê da mudança radical de pensamento do Dr. PSC. em relação à existência e oficialidade das cores PRETA e Tigrada/Rajada escura?? Será que ele realmente de uma FRAUDE até 1975 (alegou que nada sabia de cães, e que somente sabia que tinham quatro patas), depois disso, de 1975 até 1978, transformou-se de Fraude em ‘EXPERT” e MESTRE na raça FB nesse lapso de tempo??????? Perguntamos também como teria se dado essa transformação de totalmente “LEIGO” que somente sabia que um cão tinha quatro patas para após três anos (1975 até 1978) ter adquirido todo um conhecimento cinotécnico que lhe poderia embasar como MESTRE para “taxar” as cores PRETA e Tigrada/Rajada escura como “impuras” na Raça FB????????????? Será que esse conhecimento e essa transformação de LEIGO OU IGNORANTE para EXPERT E MESTRE não teria se dado pelo motivo quase que óbvio de “VENDETA” contra os que não o apoiaram em suas pretensões políticas????????????????

                        Outro FATO: Em 1951, o Doutor PSC, assina como único autor um artigo publicado na Revista Veterinária “Nossos Cães”, onde, entre outras coisas, se lia: “A crescente popularidade do Fila “buliu” com esses nossos técnicos. Hoje correm só entre eles FELIZMENTE, várias “teorias”: a) o Fila “puro” é só o Rajado; b) Amarelo também é puro; c) O amarelo só é puro quando tem máscara preta; d) Peito branco é sinal de mestiçagem; e) A cor pura exige a ponta do rabo branco. Os traços do focinho e cabeça, a posição e forma das orelhas, olhos, peito, pernas, proporções, contextura do pêlo, posição da cauda, linha do dorso, altura, posição das pernas, temperamento, nada disso tem o menor valor e importância. Tudo se resume na cor.” “A VERDADE é que o Fila nasce de TODAS AS CORES. Já VI ( Dr. PSC. já houvera VISTO, ENXERGADO COM OS PRÓPRIOS OLHOS) exemplares, perfeitamente TÍPICOS, com todos os característicos rácicos, e nas seguintes colorações: a) rajado escuro-araçá; b) vermelho rajado; c) branco rajado de vermelho; d) amarelo claro baio; e) amarelo dourado; f) fulvo; g) castanho; h) marrom-chocolate; i) PRETO profundo azeviche; j) PRETO-acinzentado ardósia; l) amarelo-acinzentado; m) branco; n) branco com malhas pretas, amarelas, ou ainda rajadas. E todos eles fariam sucesso em nossas exposições”. Portanto, antes de ser contrariado em seus objetivos políticos (em 1975), o Dr. PSC além de afirmar que ele já houvera visto (TESTEMUNHADO A EXISTÊNCIA ATRAVÉS DE SEUS PRÓPRIOS OLHOS), ele também afirmou que havia EXAMINADO esses exemplares (nas cores descritas acima) e os havia considerado TÍPICOS, conforme suas próprias palavras escritas.

                        Outro FATO: Em 1976, em Brasília, num Congresso entre Criadores de FB estabelece-se o Segundo Padrão da Raça FB, contendo pequeníssimas alterações em relação ao Primeiro Padrão feito em 1946, o que demonstra a quase “perfeição” dos trabalhos de elaboração, e redação cinotécnica do mesmo (Padrão de 1946), cujo autor Sênior havia sido o Dr. PSC, comprovando-se mais uma vez que ele, Dr. PSC, era portador de enorme conhecimento e saber cinotécnico bem antes de 1946.

                        Outro FATO: O Dr. PSC em 1978, após sua derrota nas urnas em 1975, tenta se justificar pelas inúmeras CONTRADIÇÕES, e começa a alegar que em 1946, em 1951 e em 1963 era totalmente ignorante e nada sabia sobre cães, somente que tinham quatro pés. Será que um Doutor, Advogado, autor de vários artigos técnicos para as revistas especializadas, era uma “FRAUDE”???. E que subitamente de 1975 até 1978, passou de LEIGO E IGNORANTE à SÁBIO e PROFESSOR???? Será que um Advogado brilhante, um Doutor, uma pessoa altamente inteligente e instruída seria tão leviana ao ponto de aceitar a enorme responsabilidade de fazer/ESCREVER um Padrão Racial, de fazer/ESCREVER vários artigos técnicos, sem NADA CONHECER? Basta lermos qualquer dos artigos CITADOS (de autoria do Dr. PSC) que veremos que a pessoa autora era por demais inteligente e dominava o assunto tecnicamente, bem como, vejam que o Primeiro Padrão Racial de 1946 continha detalhamentos técnicos específicos de qualidade superior à média. Outro FATO: Vejam que já em 1946 ele julgava pelo SKC (Santos Kennel Clube) e nas suas súmulas das Exposições Especializadas ele usava terminologia cinotécnica e demonstrava riqueza de detalhamentos sobre a morfologia dos cães sob seu julgamento. Será que ele preenchia as súmulas sem conhecer nada, além de saber que o cão tinha quatro patas???? Será que ele julgava Exposições de cães, sabendo somente que eles tinham quatro patas???? 

                     Outro FATO, entrevistado numa oportunidade após 1976, e indagado sobre o Primeiro Padrão, declarou que não se envergonhava de havê-lo feito (ao Primeiro Padrão Racial), bem como, ao tecer críticas ao segundo Padrão, aprovado em 1976, analisou, de forma muito técnica e com conhecimento de causa, algumas modificações com as quais não estava concordando, bem como REAFIRMOU tudo o que constava no primeiro Padrão (o de 1946). Tudo isso nos leva a deduzir que ele, Dr. PSC., era uma pessoa muito inteligente, muito conhecedora das normas cinotécnicas, bem como, era uma pessoa extremamente controvertida e rancorosa, que o digam os criadores de Pastor Alemão da Baixada Santista, os quais, em 1960, quiseram Registrar/Filiar um Núcleo do PA junto ao SKC (Santos Kennel Clube) e apesar de terem toda a documentação exigida e em ordem, o Dr. PSC. não queria que eles fossem admitidos em virtude de uma desavença pessoal com alguns desses “pastoreiros”. Sendo que o SKC admitiu a filiação do citado Núcleo e o Dr. PSC se “desfiliou” de Juiz junto ao SKC em vista dessa contrariedade. Analisem o comportamento do Dr. PSC nessa ocasião e em outras e vejam que ele era um tanto quanto controvertido e dado a “surtos” de ira e de “revanchismo”, bem como, sempre queria IMPOR os seus pontos de vista, independente da opinião da maioria ser totalmente contrária e até contra os fatos.

                        Outro FATO: Em 1977, em carta aberta, o Dr. PSC escreveu: “Admitindo provir o Fila do Mastiff , do Bloodhound e do Bulldog, a cor PRETA deve ser aceita, muito embora, o fato de uma dessas raças ter tido tal cor, há séculos atrás, não signifique necessariamente, que tenha conseguido transmití-la ao Fila. Todavia, a probabilidade existe e não é analógico descartá-la sem exame. Os que negam a cor PRETA NESSAS RAÇAS, OU MELHOR, QUE A NEGARAM, ENCONTRARAM CONTRADITORES QUE, POR SUA VEZ, ACEITAM OUTRAS CORES, TAMBÉM CONTESTADAS POR TÉCNICOS. O ASSUNTO É CONTROVERTIDO!”. FATO: Ele, Dr. PSC, conhecia inclusive o histórico de Raças européias.

                        FATO: Em 1978, entre 300 Filas Registrados em todo o Brasil, somente 2,33 % desse total eram da cor PRETA, o que pode ser comprovado através do Livro de Registros Genealógicos Junto à CBKC.

                        FATO: Em 10/07/1950, nasce, entre outros filhotes, um FB de cor PRETA no Canil Parnapuan, de propriedade do Dr. PSC (Paulo Santos Cruz) e ele o registra com o nome de Zumbi do Parnapuan no Kennel Clube Paulista, sob o nº. Registro Inicial-1263 no Livro de Registros Iniciais do KCP arquivado na CBKC, comprovando-se que inclusive para o Dr. PSC a cor PRETA e a Tigrada/Rajada escura já eram (como de fato sempre foram) cores corretamente abrigadas pelo Padrão da Raça Fila Brasileiro editado em 1946, como também pelos demais Padrões do Fila Brasileiro que se seguiram, ou seja, o de 1976 e o de 1984 (ora em vigor).

                        FATO: Desde 1946 até 2008, ou já quase fim de 2009, os livros do SRG (Serviço de Registros Genealógicos) da CBKC/FCI comprovam que anualmente o número de Registros de FB na cor PRETA nunca, ao longo desse tempo todo decorrido da história registrada (63 anos), ultrapassou a 3% do total de Registros, mantendo-se numa proporcionalidade com muito pouca variação, menor sempre do que 1% de variabilidade proporcionalmente falando.

                        Indago o seguinte: 1) Se os FB de cor PRETA estivessem sendo produzidos em números que houvessem proporcionalmente crescido inexplicável e subitamente, como LEVIANAMENTE  acusaram de estar acontecendo em 1978 e anos próximos, o porcentual, ou porcentagem, de PRETOS não deveria ter ultrapassado em muito o degrau de 3 % nos Registros de FB do SRG da CBKC? ? ? – 2) Se tivesse havido essa miscigenação com a Raça DA (Dogue Alemão) para se produzir a cor PRETA na Raça FB, como acusaram LEVIANAMENTE em 1978 e anos próximos, não seria lógico também que os ditos “mestiçadores” tivessem miscigenado FB com DA para se obter mais FB de cores: Dourada (Amarela) e Tigrada/Rajada, visto que essas cores também eram (e são) usuais nos DA?? ? 3)

Se, independente da cor, tivesse havido essa miscigenação significativa com cães da Raça DA, não haveria hoje no Plantel de FB, pelo menos, três ou mais das características ENRAÍZADAS entre as fundamentais dessa Raça (DA) aflorando (se mostrando) costumeiramente na Raça FB, sendo essas características do DA tais como: tamanho/comprimento do focinho igual ao comprimento do crânio, ou seja: crânio – Focinho = 1 : 1; e/ou escápula maior (mais longa) que o úmero; e/ou  arcada superciliar não protuberante; e/ou PARALELISMO Crânio/Focinho; e/ou cabeça estreita vista de frente; e/ou Focinho quadrado; e/ou inserção alta das orelhas; e/ou pescoço longo; e/ou pescoço portado alto/erguido; e/ou cernelha mais alta que a garupa; e/ou linha dorsal (superior) mais alta do que a garupa; e/ou linha ventral/inferior bem esgalgada; e/ou angulação escápulo-umeral igual ou superior a 100º; e/ou patas redondas (pés de gato); e/ou angulações dos posteriores (joelhos) inferiores a 140º; e/ou altura do macho igual ou superior a 80 centímetros, e da fêmea igual ou superior a 72 centímetros; e/ou a pele do corpo aderente (não solta); e/ou ausência do passo de camelo; e/ou ausência total de agressividade??? 3) Indago também o seguinte: Vocês não repararam que muitas dessas características que são típicas e normais da Raça DA deveriam aparecer na Raça FB, CASO fossem baseadas na VERDADE essas acusações feitas em 1978 e/ou anos próximos, ou se fosse verdade que houvesse a tão falada mestiçagem “generalizada”???? Então porque essas características do DA não estão sendo apresentadas pelos Filas Brasileiros ATUALMENTE????? Então porque os tais “mestiçadores” não tentaram mudar o Padrão racial do Fila Brasileiro retirando faltas desqualificantes tais como: Garupa mais baixa que a cernelha; ausência de pele solta; ausência do passo de camelo??? Ou porque não se retirou, ou se tentou retirar, do Padrão do FB outras faltas tais como: orelhas de implantação alta; garupa estreita; lábios superiores curtos; falta de barbelas; acima do máximo de altura; altura dos anteriores maior que a profundidade do tórax, etc.???????????

 

                        Outro FATO: Somente para conhecimento dos usuários, nosso falecido amigo MINEIRO, o Doutor Procópio do Valle era autor de inúmeros livros sobre medicina, principalmente sobre endocrinologia, área na qual era Especializado e MESTRE, lecionando na Faculdade de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, durante longos anos. Era uma pessoa que era conhecidíssima na área médica a nível Nacional, onde gozava de enorme credibilidade e conceito pelo seu currículo e honestidade, inclusive tendo sido palestrante até em outros Países sobre essa área específica (Endocrinologia). Ele é o autor do Grande Livro do Fila Brasileiro, edição de l981, que é uma das raríssimas “Obras Primas” sobre a Raça FB. Sua esposa, a dona Carlota e uma sua neta ainda mantêm no ar um site sobre os FB de cor PRETA, diga-se de passagem um site muito esclarecedor e informativo, cujo endereço é: http://black_fila_br.sites.uol.com.br/ e é muito interessante, pois contém inúmeras fotos históricas de Cães FB.

                        Outro FATO somente para conhecimento dos usuários. Vocês não acham que os FB de criação que segue obedecendo única e exclusivamente os Regulamentos e o Padrão Oficial da CBKC/FCI seriam REPROVADOS nas análises morfológicas efetuadas pelo Clube dissidente????

Vocês sabiam que já tivemos só no ano próximo passado (2008) cerca de dez exemplares de FB oriundos de criações dos ditos “oficialistas” que passaram por análises morfológicas nos “dissidentes” e TODOS unanimemente foram aprovados, contrariando a expectativa de alguns criadores, inclusive a deste próprio signatário. Inclusive uma fêmea de FB que se saiu sempre bem no quesito Temperamento nas nossas Especializadas, CONFIRMOU o destaque no item temperamento nas Exposições do Clube “dissidente”. Sendo ainda que também tivemos a recíproca, com alguns cães FB de criação dos ditos “dissidentes”, sendo aprovados nas nossas Especializadas. Fatos esses que para muitos comprovariam que, apesar de pequeníssimas diferenças, o Plantel demonstra genericamente ser muito semelhante e de origem única em relação a antepassados genéticos.

                        Outro FATO: Comparem o Padrão Racial de 1946, cujo autor sênior foi o Dr. PSC, com o atual Padrão Racial de 1984 e VEJAM E COMPROVEM que o arcabouço central é o mesmo e é praticamente IDÊNTICO, isso DEMONSTRA CLARAMENTE QUE O DR. PSC JÁ ERA UM EXPERT EM CINOFILIA DESDE ANTES DE 1946  . 

                        Eu sinceramente acredito que os antigos criadores de Fila Brasileiro, que seguiam, e alguns ainda seguem, criando, exclusivamente OBEDECENDO às orientações do sistema de cinofilia OFICIAL que é devidamente RECONHECIDO por outros Países, cometeram um equívoco estratégico muito grave. E esse equívoco foi o de deixar sem resposta à altura a essas acusações LEVIANAS, permanecendo silentes e nada respondendo. Acredito que se eles tivessem se organizado e se reunido, juntos poderiam patrocinar igual “campanha/resposta” de descrédito que alguns poucos adeptos das teorias mórbidas promoviam. Bastaria devolver violência verbal com violência verbal, que logicamente haveria uma calmaria. E principalmente DEVERIAM EXIGIR QUE O DOUTOR PSC E SEUS SEGUIDORES CUMPRISSEM O DEVER CÍVICO DE TODO CIDADÃO DE BEM E HONESTO, E EM ESPECIAL O DR. ADVOGADO PSC, FOSSEM (OU FOSSE) ATÉ UMA DELEGACIA DE POLÍCIA E REGISTRASSE FORMAL E OFICIALMENTE UMA DENÚNCIA DE CRIME (Falsidade Ideológica), SOB A ADMISSÃO IMPLÍCITA E EXPLICITAMENTE DE SER (EM) MENTIROSO (S) CONFESSO (S) NA OMISSÃO DESSE PROCEDIMENTO. Atualmente um dos admiradores mais fervorosos do Dr. PSC está tentando desculpar a falta dessa atitude de cidadania, alegando que “naqueles tempos” a Polícia Judiciária não dava importância a casos assim em virtude da instabilidade Política pela qual o Brasil atravessou nos anos pós 1964. Porém se esqueceram de arquitetar uma desculpa um pouco melhor, pois essa é uma desculpa muito pífia, nem criança de tenra idade poderia aceitar isso, pois era justamente o contrário, na época da chamada “ditadura”, a Polícia Judiciária trabalhou muito mais rigorosamente e instaurou muito maior nº. de IP (Inquérito Policial) do que nas épocas posteriores (as mais recentes) e nas anteriores (as mais antigas), bem como se esqueceu (esse admirador do Sr. PSC) que há um crime tipificado no CPB (Código Penal Brasileiro) que estava em vigência (e ainda está) desde 1940, denominado de “PREVARICAÇÃO”  que puniria o Funcionário Público que cometesse tal atitude, que resumidamente é: “Deixar de praticar ATO DE OFÍCIO, ou retardá-lo, para atender interesse ou sentimento pessoal. E nenhum Delegado de Polícia seria tão “ingênuo” ou ignorante e descumpridor de seu ofício, ainda mais em se tratando de um denúncia oriunda de um Advogado (doutor em leis), como seria o caso do Dr. PSC. Ou será que o Dr. PSC não sabia que Delegado de Polícia era (e é) Funcionário Público e em suas obrigações de “ofício” está (e sempre esteve) o de instaurar os IP, ouvir os depoimentos, tomar a termo as declarações, colher provas, indiciar os responsáveis, apurar todo e qualquer procedimento supostamente ilegal, etc., tudo relacionado a hipotéticos crimes ou contravenções penais das quais TOME CONHECIMENTO OFICIALMENTE, para prover a Justiça e o MP (Ministério Público) de fatos e provas para os fins legais de “devido processo legal”, julgamento, condenação, absolvição, etc.??????????????

                        FATO: Nem o Dr. PSC, nem nenhum outro dos adeptos das “teorias mórbidas” compareceu a uma Delegacia de Policia até a presente data, para apresentar uma denúncia formal de prática de “mestiçagem”, ou seja, o crime de falsidade ideológica, praticado por um (ou mais) criador (es) de FB filiado (s) ao sistema de cinofilia OFICIAL, ou seja, filiado à CBKC/FCI. Portanto, esse fato, por si só, comprova que não há, nem houve essa tal de mestiçagem generalizada na Raça FB como fora divulgado levianamente em 1978 e anos próximos. Essas acusações foram feitas sempre de forma leviana e irresponsável por um ou outro adepto de “teorias mórbidas” como acontece inclusive em algumas outras Raças caninas em formação, sendo a maioria das acusações com OBJETIVOS COMERCIAIS.

                        Vamos listar as várias hipóteses para chegarmos a uma conclusão entre a mais provável ou as mais prováveis:

                        1) O Dr. Paulo Santos Cruz era uma FRAUDE e realmente nada sabia sobre cães, apenas que tinham quatro patas até 1978 aproximadamente, passando daí em diante a deter um elevadíssimo conhecimento cinotécnico.  Dentro da análise dos FATOS vimos que isso era impossível, pois ele nunca foi uma FRAUDE em CINOTECNIA, sempre demonstrou comprovadamente enorme conhecimento cinotécnico desde 1946, ocasião em que foi o autor sênior do Primeiro Padrão Racial do FB, cujo arcabouço está mantido até os dias atuais.

                        2) O Dr. Paulo Santos Cruz era um “EXPERT” em cinofilia desde bem antes de 1946, visto que já analisava os filhotes e os adultos de FB que comprava em várias regiões do Brasil para depois revendê-los com algum lucro. Essa é a mais lógica e real das hipóteses até agora. Conclusão totalmente embasada nos FATOS e nas leis de mercado (Para comprar e depois revender, o “mercador” deve necessariamente saber qual a qualidade e valor potencial do material ou produto que está comprando, bem como deve saber antecipadamente qual o valor de mercado para revender com algum lucro depois de deduzir todas as suas despesas).

                        3) O Dr. PSC além de ser um expert em cinofilia, o era também no tocante a Raça FB. Sim essa hipótese é mais próxima da realidade do que as anteriores. Conclusão totalmente embasada nos FATOS.

                        4) O Dr. PSC era um “Expert” em cinofilia e na Raça FB, porém era uma pessoa muito cordata e jamais deixaria a ira ou o rancor ditar as suas palavras ou atos, e nunca, jamais, em momento algum mentiria ou falsearia a verdade para atacar adversários políticos. Essa é uma hipótese que se coaduna com a verdade até certo ponto, pois a partir do instante em que se diz que: ele não se deixava levar pela ira ou pelo rancor, nem mentiria para atacar adversários, foge enormemente da realidade, para tal basta se ver a enorme incoerência de suas afirmações ao longo do tempo. Uma hora o FB é de todas as cores, mais adiante o FB é muito típico e de várias cores, entre elas, a PRETA e a Tigrada/Rajada em todas as nuances. Outra hora, a partir de 1978 somente as cores Amarela e a Tigrada clara é que são “puras”.

Um outro exemplo, devidamente registrado, foi o dele, Dr. PSC, não admitir que o SKC aceitasse a filiação do Núcleo do PA, por revanchismo e vingança contra pastoreiros. Conclusão totalmente apoiada pelos FATOS.

                        5) O Dr. Paulo Santos Cruz, além de inteligentíssimo, um “expert” em cinofilia e principalmente da Raça Fila Brasileiro, era uma pessoa controvertida e dada a ter “rompantes” de ira, ódio e de rancor, desencadeando sentimentos de vingança contra adversários pessoais, políticos ou clubísticos. Pronto, finalmente vemos uma hipótese em que tudo se encaixa corretamente. No ínício ele AFIRMA que o FB possue todas as cores, em seqüência reafirma em artigos pessoais que já houvera TESTEMUNHADO (AVISTADO COM OS PRÓPRIOS OLHOS) FB de cores diversas: PRETA, Amarela, Tigrada escura, Marrom, BRANCA, etc. e etc. , TÍPICOS; finalmente, após 1975, ocasião em que, pela derrota nas suas “pretensões políticas”, se afasta e começa a atacar os “inimigos” políticos, se utilizando da parte mais vulnerável desses “inimigos” que era a criação de FB, ocasião em que usando de seu enorme prestígio, tentou por todos os meios ao seu alcance denegri-los, mesmo que atingisse a uma grande parte de criadores “inocentes” que nem participaram do pleito eleitoral. Vamos ainda supor, somente para discutirmos sobre as várias hipóteses, que ele, Dr. PSC, além de EXPERT em FB desde 1946 e até bem antes, houvesse obtido provas ou mesmo tivesse presenciado a mistura (miscigenação) de alguns cães FB com cães de outras raças, como ADVOGADO e SÁBIO ele logicamente iria direto para uma Delegacia de Polícia e denunciaria, indicando inclusive alguma prova. Porém, ele, Dr. PSC não fez isso NUNCA, o que nos obriga a descartar a hipótese dele haver visto sequer algum criador de Fila Brasileiro cometendo o crime de mestiçar a Raça, pois se isso tivesse acontecido e ele não denunciou numa Delegacia de Polícia, a única hipótese restante e que se infere é que, nesse caso, ele teria coagido, ou teria convencido o (s) hipotético (s) autor (es) do crime a ir para o lado da dissidência ao lado dele, sob pena dele (Dr. PSC) denunciá-lo (s). Ressalte-se que essa última hipótese, ou seja, de que o Dr. PSC teria visto/testemunhado ou tivesse provas de criador (es) de FB mestiçando a Raça com animal (is) de outra (s) Raça (s) e o (s) teria coagido e coaptado para o lado da dissidência para não denunciá-lo (s) numa Delegacia de Polícia também não condiz com a realidade, pois todos os pouquíssimos criadores dissidentes que conheci, são honestos principalmente no tocante à criação. Portanto, diante das evidências e dos fatos, bem como de relatos de vários criadores antigos que conviveram com o Dr. PSC, a hipótese que se nos apresenta como a mais viável e mais verídica é a de que o Dr. PSC era uma pessoa dotada de muita inteligência, de muito conhecimento cinófilo genericamente falando e especificamente da Raça FB, porém, era uma pessoa muito controvertida e dado a acessos de ira e desejos de vingança contra desafetos políticos ou pessoais, sendo que a cada etapa de sua história ele apresentava versões diferentes e até contraditórias sobre a criação de FB além de ser também uma pessoa com altas ambições de Poder Político. Conclusão totalmente apoiada pelos fatos e CORROBORADA por testemunhos de ex-criadores da época contemporânea ao Dr. PSC, que atualmente não criam mais.

                        Apenas para que fique devidamente conhecido e público: A CBKC, na época das denúncias através de um Jornal, nomeou e instituiu uma Comissão de Investigação composta por vários Juízes Cinófilos de renome, a maioria sem nenhuma ligação direta com a criação da Raça FB, e essa Comissão, após os trabalhos de audiência, após ouvir as pessoas, após inclusive de solicitar ao Dr. PSC para declarações e convidá-lo a apresentar a (s) prova (s) que ele tivesse e não ter obtido resposta, concluiu que as acusações eram fruto de litigância e má fé do acusador e de seus seguidores. A CBKC também mantém permanentemente uma Comissão de Ética e Disciplina para apurar e providenciar a respeito de qualquer caso de violação ou desobediência ao Código de Ética e Disciplina Cinófilo, bem como para punir qualquer infração ou desobediência aos vários Regulamentos e Estatuto, basta se acessar o site: http://www.cbkc.com.br  e comprovar que esse procedimento é mantido até os dias atuais, FATO que demonstra a intenção de correição a hipotéticos atos ímprobos na cinofilia de modo genérico, tanto na criação, quanto no julgamento, premiação, etc.). 

                         Gostaria também de deixar claro e evidente que eu não faço essas contraposições e indagações por eu próprio estar me defendendo, pois à época das acusações e dissidência, eu não militava na cinofilia oficial, onde somente em 1992 adentrei efetiva e oficialmente ao adquirir a minha primeira cadela (Juliete Tibaitá do Brenda Lee) da Raça Fila Brasileiro com CRO, sendo que anteriormente, no ano de 1982, aproximadamente, eu tive a posse de uma cadela FB, de nome Taba, que, inclusive, era de criação de um Canil da “dissidência”. Faço essas contraposições e indagações por ter me convencido de que essas acusações são falsas e se trata (e se tratava) de um “Slogam” Mercantilista e/ou Político. Atacando e acusando os concorrentes comerciais de venderem produtos não “Puros”, tentam desmerecer a qualidade da nossa concorrência, iludindo e ludibriando os incautos e inexperientes candidatos a aquisição do primeiro FB, pois esses irão inferir que os cães dos acusadores é que são “Puros”, é que são os melhores.        
      

                        “As raças não existem em nossas mentes porque são reais, mas são reais porque existem em nossas mentes”. Autoria do Médico, Doutor, e Geneticista/Epidemiologista Norte Americano, Sr. Jay S Kaufman, EUA.

                        Amigos, acessem o site: http://www.cienciaviva.pt/docs/artigos/artigos59.pdf e vejam um artigo muito interessante, principalmente na página 12, “in fine”, um trecho que diz o seguinte:

                        “Algo que já é possível dizer é que noções como a RAÇA são completamente INUTILIZADAS pela análise do genoma. “De um ponto de vista genético, todos os seres humanos são AFRICANOS – que ou vivem na África ou estão no exílio”. Concluiu o investigador. A nossa origem africana é verificada pelo facto da diversidade genética ser maior na África do que em qualquer outro ponto do mundo, o ………. a pensar em vagas de migração humanas a partir daquele continente. Aliás, uma diferença entre nós e os chipanzés é o facto de termos evoluído sem que se verificassem grandes subdivisões. Sublinha Pääbo. “Isto acontece porque somos uma espécie RECENTE (em termos evolutivos) e porque temos uma tendência para a migração maior que os OUTROS mamíferos”.

                        A noção de raça leva ainda outro golpe: podem verificar. Há mais diferenças entre um loiro nórdico e o seu também loiro vizinho do que entre eles e um Africano. A sequenciação do genoma humano, portanto, não trará grandes riscos se aumentar semelhanças entre o homem. Outros seres vivos surgem realçados.

                        A discriminação, conclui Pääbo de forma optimista “terá o efeito contrário, porque os preconceitos, a opressão e o racismo alimentam-se da ignorância”.

                        Para que fique bem claro: O termo Raça, como eu já estou cansado de dizer, é um “conceito” que se aplica quase que exclusivamente aos animais domésticos e que quer dizer que é uma “convenção” (um trato, um acordo implícito ou explícito) entre criadores (pessoas que se dedicam OFICIAL e costumeira ou ocasionalmente a esse mister), sendo no caso de cães, todos com Canil devidamente registrados junto ao órgão de controle Oficial devidamente reconhecido por outros Países (no caso do Brasil é a CBKC que é filiada à FCI) bem como que os cães devem obedecer regras {Padrão Racial Oficial daquela Raça específica, Manual de Estrutura e Dinâmica da CBKC, inscrição (CRO) no SRG (Serviço de Registro Genealógico) da CBKC de ambos os reprodutores (pais da ninhada), Higidez física e comportamental, constarem no Livro como pertencentes à mesma Raça, etc.} para poderem reproduzir e terem seus produtos (filhotes) devidamente inscritos no Livro de Registros Oficial, deverão também ser semelhantes entre si e produzirem filhotes semelhantes a eles (reprodutores) e entre si.. CRO quer dizer Certificado de Registro de Origem, mais popularmente conhecido como Pedigree. Portanto o termo Raça Canina Pura é “CONSIDERADO” (convencionado) como sendo aquele conjunto de cães semelhantes entre si, todos devidamente inscritos no Livro de Registros Definitivos do SRG da CBKC/FCI (no caso do Brasil), sendo que, concomitantemente, devem estar adequados e conformes com as descrições e com as características descritas pelo Padrão Racial Oficial da CBKC/FCI daquela Raça específica, devem também preencher as NGA (Normas Gerais de Análise) e do MED (Manual de Estrutura e Dinâmica) da CBKC, bem como não podem apresentar nenhuma característica descrita no Padrão Racial Oficial daquela Raça como sendo falta desqualificante, e conjuntamente apresentar as proporções importantes descritas e narradas no referido Padrão. Resumindo, devem ser corretamente “encaixados” na descrição do citado documento.

                        Uma Raça canina deve ser, ao longo de toda a sua existência oficial (registrada), devidamente “apurada” pelos criadores oficiais, os quais devem seguir regras divulgadas pelo Órgão controlador da criação, qual seja a CBKC/FCI (aqui no Brasil), sendo, portanto, uma Raça considerada tão mais “Pura” quanto maior for o tempo de “apuramento” ou de existência oficial daquela Raça, que é a existência REGISTRADA.

                        Os criadores constituem o “Pilar”, o “Sustentáculo”, da “pureza” racial de qualquer Raça. Em todos os acasalamentos, os criadores devem visar o melhoramento Racial, sempre procurando acasalar suas reprodutoras com machos reprodutores que possuam “tipicidade” e sanidade física e comportamental, para que possam obter produtos (filhotes) totalmente típicos, sadios e com temperamento adequado às funções primitivas daquela Raça (independente daquela Raça estar, ou não, sendo usada nessa função). No caso da Raça Fila Brasileiro, o criador deve visar obter filhotes típicos, sadios e com temperamento para as

funções de Guarda e Boiadeiro. Em face do que aqui foi escrito, podemos dizer que uma Raça Canina é tão mais “Pura”, quanto maior for a sua existência oficial, pois foi “apurada” por tempo maior. 

                        Observação deste signatário: A existência de uma Raça animal somente pode ser considerada a partir do início do serviço cartorário (documentado) onde os animais passam a ser REGISTRADOS num livro de Registros, que, no início é um Livro de Registros Secundário ou Inicial, e posteriormente (a partir de um determinado número de gerações registrados nos Livros de Registro Secundário ou Inicial), os registros são feitos num Livro de Registros GENEALÓGICOS DEFINITIVOS e controlados e supervisionados por uma Entidade Oficial Controladora. Pergunto: Qual a coerência em se ficar imputando como “Puros” cães Fila Brasileiro que não são controlados pelo Serviço de Registros Genealógicos da CBKC/FCI, que é o Órgão Oficial de Controle da Cinofilia Brasileira e, concomitantemente, ficar “insinuando” covarde e levianamente que não são “Puros” os Filas Brasileiros que são devidamente controlados pela CBKC/FCI e todos inscritos no Livro de Registros Genealógicos DEFINITIVOS da CBKC, com, pelos menos, mais de quatro gerações genealógicas de registro, sendo que a enorme e esmagadora maioria tem muito mais de dez gerações genealógicas registradas? SÓ Há uma explicação e resposta – INTERESSE MERCANTIL.

                        Observação de autoria deste signatário. A pessoa que transcreveu o artigo supra de autoria do Sr. “Pääbo”, artigo esse colocado entre as duas linhas contínuas tracejadas de lado a lado, provavelmente era de origem Portuguesa, digo isso por causa da ortografia de alguns vocábulos que obedeceram as regras gramaticais que são usuais entre os co-irmãos portugueses.

                        Acessando o site: http://www.sbmaonline.org.br/anais/iiipalestras/iiipeb23.pdf  no artigo denominado: “Melhoramento Genético Em Caprinos e Ovinos no Brasil – IMPORTÂNCIA DO PADRÃO RACIAL, de autoria da Sra. Médica Veterinária, Dra. Adriana Mello Araújo e do Sr. Médico Veterinário, Dr. Aurino Alves Simplício, ambos ligados à Embrapa do Ceará, lemos, entre outras coisas, o seguinte:

                        O Padrão Racial orienta a avaliação dos animais controlados nos LIVROS DE REGISTROS passando-se, na maioria das vezes, por registros intermediários até obter a CLASSIFICAÇÃO de PUREZA RACIAL e, geralmente, é de responsabilidade dos CRIADORES, através das ASSOCIAÇÕES e do SERVIÇO DE REGISTRO GENEALÓGICO.

                        Na literatura, a raça é definida como um CONJUNTO DE INDIVÍDUOS COM SEMELHANÇA GENÉTICA E FENOTÍPICA, PODENDO OS ANIMAIS DE UMA RAÇA SEREM AGRUPADOS A OLHO NU PELO OBSERVADOR EXPERIENTE. Do ponto de vista técnico-científico, a raça determina o conjunto de genes que estarão disponíveis para se obter o MELHORAMENTO GENÉTICO, tornando a sua escolha muito importante para o sucesso da exploração no contexto do agronegócio.

                        Além de ser importante para o desenvolvimento organizado da produção dos pequenos ruminantes domésticos, o Padrão Racial e o Registro Genealógico agregam, também, valor comercial aos animais. Evidencia-se que, muitas vezes, o negócio vinculado a esses parâmetros têm se mostrado lucrativo apesar de representar, apenas, uma pequena fatia do mercado, superando mesmo a própria renda obtida com os produtos primários oriundos da exploração dos animais como fontes de leite, de carne e peles ou lã. Daí, cria-se um contraste ……………………………………………………………….

                        ……………………………………………………..

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                        Ressalte-se que estes, na maioria das vezes, consideram o controle ou o REGISTRO GENEALÓGICO DEFINITIVO como elemento único para proceder a SELEÇÃO dos indivíduos em detrimento de componentes produtivos, como: o desenvolvimento ponderal, a precocidade sexual, o perímetro escrotal, a taxa de ovulação à puberdade, o desempenho em prova de ganho de peso, a HABILIDADE MATERNA, a produção total de leite, a qualidade do leite, dentre outros. Sem dúvida, esta conduta poderá estar prejudicando o desenvolvimento e a sustentabilidade da caprino e da ovinocultura no sentido de que elas ocupem os seus reais papéis no agronegócio brasileiro e, possivelmente, mundial.

                        Observação deste signatário: Texto muito bom e esclarecedor sobre o termo “Raça” e sobre o termo “Pureza Racial”. A Pureza Racial se “obtém” através do longo tempo de apuramento racial, obedecendo-se sempre o critério de acasalamentos somente entre animais da mesma Raça e/ou Variedade que estão inscritos e REGISTRADOS nos Livros de Registros Genealógicos Definitivos do Sistema de Controle OFICIAL daquele animal específico, no nosso caso (cinofilia) a CBKC/FCI. Em outras palavras, não podemos nunca falar em PUREZA RACIAL se os nossos cães não estiverem com, no mínimo, mais de oito gerações de ancestrais devidamente registrados nos Livros Oficiais DEFINITIVOS da CBKC/FCI. E nunca poderemos falar em “Pureza Racial” quando os cães não estão Registrados no Livro de Registro Genealógico da CBKC/FCI e muito menos quando esses cães são filhos de pais DESCONHECIDOS e fora de qualquer controle OFICIAL.

                        Observação de autoria deste autor e signatário: Se os adeptos das teorias do Clube dissidente ACREDITASSEM realmente nas teorias mórbidas, então por qual motivo eles todos (SEM EXCEÇÃO) registram, ou continuariam a registrar, a maioria de seus filhotes de Fila Brasileiro no sistema CBKC/FCI.??????????????????

                        PARA QUE UMA ACUSAÇÃO SEJA CONSIDERADA UM FATO E NÃO UM BOATO, ela necessita preencher alguns requisitos, tais como: Quando se tratar de acusação de um crime (ação ou omissão previsto no CPB – Código Penal Brasileiro) ela (acusação ou imputação) deve ser formal, ou seja, deve seguir os ritos legais, quais sejam: o (s) acusador (s) deve (m) se apresentar a uma autoridade policial, no caso um Delegado de Polícia e relatar tudo sobre o caso, esclarecendo as circunstâncias do crime, e identificando o (s) autor (es) do ato supostamente criminoso, a (s) testemunha (s), as provas, etc., bem como, ao final de seu relato, que será transladado para um termo, deverá assinar esse documento. A partir daí a acusação FORMAL poderá passar a ser considerada como um fato com muita possibilidade de ser verdade, sendo que a razão dessa credibilidade é o fato de que a partir de uma acusação “formal”, ou seja, contendo um Termo de Declarações ASSINADO pelo acusador e declarante, onde deverá ser descrito o fato supostamente criminoso ou infracional devidamente imputado a alguém {pessoa (s)} com a citação das circunstâncias e provas, PODERÁ, hipoteticamente, NO CASO da não comprovação da existência do fato, ou da comprovação jurídica da inocência do suposto autor, REVERTER contra o acusador (Calúnia, Injúria ou Difamação). Caso contrário, ou seja, acusações sem falar/comunicar para uma Autoridade Policial, ou para Autoridade do MP (Ministério Público), ou mesmo para uma Autoridade Judicial (Juiz de Direito), o relato/acusação não passa de uma conversa “informal” e, logicamente, deverá ser tratado como um BOATO, ou uma “inverdade”, ou como uma “fofoca”, ou mesmo como uma “mentira”. 

A razão/motivação que provoca muita acusação mentirosa e/ou falsa é mais ou menos óbvia, tais como incompetência de concorrência comercial, disputa política com muita ânsia pelo PODER, disputa clubística, disputa mercantil (que é a grande característica dominante entre os criadores de cães), desavenças pessoais ou familiares, busca pela notoriedade através de repercussão na mídia, etc. e etc.. Pergunto a vocês: Será que um Advogado hábil e talentoso, que era uma pessoa altamente inteligente, que era tido como uma pessoa competente em Advocacia e em Cinofilia, não sabia que a acusação de um fato criminoso, para ter efeito e eficácia, ou seja, para produzir RESULTADOS, deveria ser feita de maneira formal perante um Delegado de Polícia????????????????? Ou será que ele também era uma FRAUDE como Advogado até o momento de seu óbito???????????? Quem tiver alguma dúvida, por menor que seja, consulte um Advogado a respeito. Além disso tudo que foi exposto, sugiro ainda uma outra providência saneadora para aquele (s) adorador (es) do Dr. Paulo Santos Cruz, que insistem e teimam em fazer insinuações maldosas, contumazes em se auto intitularem como os donos dos “puros”, dos “perfeitos”, dos “verdadeiros”, etc., Você (s)  pode (m), amparado (s) na Constituição Brasileira, ingressar com uma ação judicial pleiteando a “cassação” do Certificado de Registro de Origem (CRO-Pedigree) de qualquer cão da Raça Fila Brasileiro (ou até de outra Raça eventualmente) que for suspeito, ou até mesmo a “retificação” desse Registro, a exemplo do que já ocorreu RECENTEMENTE em criação de outra espécie animal aqui no Brasil mesmo, onde houve um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MPF (Ministério Público Federal) e a ABC__ (Associação Brasileira dos Criadores de XXXX), sendo que o MPF propôs o TAC  para regularizar o Regulamento do SRG (Serviço de Registro Genealógico), onde toda a genealogia dos exemplares tidos como “suspeitos” foi investigada, como medida cautelar para se assegurar o direito das pessoas que haviam adquirido descendentes desses pouquíssimos exemplares “suspeitos”. Ficando desde já EXPLÍCITO que eu até gostaria que algum antepassado genealógico de um de meus cães Fila Brasileiro fosse objeto de “suspeita” por parte de uma hipotética ação judicial de cassação ou retificação de Registro, pois essa medida poderia provar definitivamente para os “descrentes”, ou melhor dizendo “dissidentes”, que a genealogia de meu plantel é muito bem controlada e correta, ou não. 

Eu me comprometo a disponibilizar TODOS os meus cães para os testes que forem julgados cabíveis e necessários para tal fim. Também garanto que todos os demais companheiros de criação OFICIAL de cães da Raça Fila Brasileiro que seguem as normas e regulamentos OFICIAIS exclusivamente do sistema CBKC/FCI também se comprometerão. Agora tenho que ressaltar que se for se utilizar do supra sugerido para cães de criação com genealogia extra oficial (não registrados no sistema CBKC/FCI), ficará um tanto quanto difícil, pois sabe-se que no (s) sistema (s) paralelo (s) se usa (m) cão (ães) de genealogia desconhecida e não registrada/controlada. Esclareço que essa criação de outra espécie animal supra mencionada, após o TAC e as devidas “cassações” e “retificações”, ficou muito melhor e livre de qualquer acusação, motivo pelo qual consideramos o criador que iniciou a demanda judicial como uma pessoa altamente honesta, sincera e dono de um VERDADEIRO amor à Raça que criava e continua a criar, pois visou corrigir pequenos detalhes através dos CAMINHOS LEGAIS e não através de acusações LEVIANAS  e falsas ou de “insinuações maldosas” e com fins mercantilistas. Ele estava convicto de certas irregularidades e como queria o BEM daquela Raça e espécie animal, seguiu o caminho da JUSTIÇA que é o caminho das pessoas do bem e não o caminho dos BOATEIROS E LEVIANOS. Foi cassado o Registro de um exemplar da referida espécie animal e de TODOS os seus descendentes, com a Justiça Federal impondo uma elevada quantia pecuniária de ressarcimento aos prejudicados compradores de descendentes do animal cassado. Há um enunciado em direito que diz, mais ou menos assim: “Quem não deve, não teme”. Por isso “Nós Não tememos Nada”. Há, inclusive, previsão legal para o cancelamento de um Pedigree (CRO), previsto no Regulamento do Serviço de Registro Genealógico da CBKC/FCI, quando for objeto de FRAUDE. Logicamente que o acusador não poderá fazer acusações de forma leviana e falsa através de e. mail, ou na internet, ou de jornal, pois deverá fazê-lo de maneira FORMAL, assinando a sua acusação e indicando a (s) prova (s) porventura existente (s) e encaminhando o documento ao destino correto (CBKC/FCI), ou, seguir o mesmo caminho do citado criador de outra espécie animal que adentrou com uma ação judicial pedindo a investigação pelo MP (Ministério Público), sob pena de, em não seguindo esses trâmites, não ter acolhida nem de sua “reclamação”, nem de seu “BOATO”. Convidamos, pois o (s) admirador (es) das teorias mórbidas do falecido Advogado, ex-Juiz Cinófilo, ex-comerciante de cães, Paulo Santos Cruz, a INGRESSAR (EM) COM UMA AÇÃO JUDICIAL PROPONDO UMA INVESTIGAÇÃO ATRAVÉS DO MPF, pois, caso não o fizer (em), então que se cale (m) para sempre que estará (ão) prestando um enorme serviço para a criação HONESTA DE FILA BRASILEIRO.. 

                       “Conheci e conheço muitos Criadores de Fila Brasileiro no Brasil e dos cerca de mais de cem criadores de Fila Brasileiro que conheci, a enorme e esmagadora maioria pertencente ao segmento dos que criam única e exclusivamente pelo sistema OFICIAL da CBKC/FCI (sendo que dos seguidores da dissidência conheci somente quatro criadores), nunca, jamais qualquer um deles (tanto dos dissidentes, quanto dos “oficialistas”) deu qualquer margem à mínima suspeita sobre FRAUDE ao sistema de criação de Fila Brasileiro. Dentre os poucos dissidentes que conheci, tenho a dizer que todos foram extremamente corretos comigo, deram mostras evidentes de honestidade na criação e me trataram amigável e cordialmente. Entre os criadores, digamos “oficialistas”, que conheci, que foram em número bem superior a noventa, posso dizer que somente dois deixaram a desejar no quesito “ética” comercial (falavam mal dos cães pertencentes aos concorrentes), ou concorrencial (NÃO no quesito FRAUDE À CRIAÇÃO), e ambos, FELIZMENTE, já pararam de criar. Não vi grandes diferenças entre ambos os criadores (dissidentes e “oficialistas”), somente vi pequeníssimas e insignificantes diferenças entre os dois plantéis, principalmente em termos de consanguinidade. Sendo que os dissidentes gozam de uma vantagem propagandista/mercantilista pelo Slogam de chamamento: “Fila Puro” o que leva os incautos pretendentes a iniciar na criação do Fila Brasileiro a serem ingenuamente atraídos. Esse “Mantra” é de uma força de mercantilismo enorme, cujo mérito deve ser de autoria do Dr. PSC. Frise-se que o Plantel de FB dos dissidentes que conheci é muito reduzido em número quantitativo para podermos fazer uma avaliação mais criteriosa em termos comparativos, porém, gostei mais de um número extremamente alto de cães dos “oficialistas” em comparação aos cães dos “dissidentes”, porém, volto a repetir, conheci bem poucos cães de “dissidentes”, sendo a maioria através da internete. 

                        “Toda pessoa, independente da nacionalidade ou de qualquer outra coisa, que presenciar/testemunhar um ato (ação ou omissão), ou tomar conhecimento de um ato que supostamente seja crime (Crime ou Contravenção Penal) pode (Moral e civicamente “DEVERIA”) comparecer o mais rapidamente possível até a Delegacia de Polícia mais próxima e relatar o acontecimento ao Delegado de Polícia, que, “de ofício”, DEVERÁ OBRIGATORIAMENTE tomar as medidas legais cabíveis pertinentes”.

                        “Não há efeito, sem causa”. 

“Não fique só, fique sócio da SPFB”.

                        “Quantos mais formos, mais seremos ouvidos”.

                        “Não devemos correr atrás das borboletas, devemos cuidar de nosso jardim para atraí-las  até nós”.

                        “As cores: Amarela, PRETA, Marrom, Vermelha e Tigrada/Rajada são as cores existentes e oficiais constantes do Padrão Racial Oficial do Fila Brasileiro”.

                        “A oficialidade se traduz também pelo reconhecimento Oficial de outros Países e inclusive pelo reconhecimento da FCI. A clandestinidade é um passo para a ilegalidade. O plágio é uma forma de se auto afirmar como incompetente e também é uma tentativa de iludir/ludibriar inocentes”.

                        “Quem quiser cor, que crie rosas”. Autoria do Dr. Paulo Santos Cruz.

                        “O otimista sonha, o pessimista se lamenta, o incompetente acusa os concorrentes, o realista realiza”.

                        “Quem não tem competência, não se estabeleça”.

                        “Não somos contra os mentirosos, somos contra a mentira ou a meia verdade”.

                        “Há vários tipos de “cegueira”, a visual que impede a visão física, a ideológica que impede o entendimento ou compreensão de outra ideologia ( religiosa, social ou política) que não a própria, a por interesse (mercantil, pecuniário ou de ordem diversa) que impede a aceitação de acontecimentos factuais que contrariem o seu interesse ou as suas crenças, e também a cegueira da ingenuidade, a qual acredita em tudo e em todos e nunca desconfia, etc.”.

                        “O pior cego é aquele que não quer ver”. Dito popular Brasileiro.

                        “Eu não tenho de afirmar que o meu FB é o melhor, eu tenho de PROVAR que ele é o melhor”.

                        “Brasileiro que cria Fila Brasileiro é duplamente Brasileiro”.

                        “Quem se contradiz várias vezes em épocas distintas, não pode merecer credibilidade irrestrita”.

                        Amigo criador de Fila Brasileiro não deixe de apoiar o PMG (Programa de Melhoramento Genético), a DEP (Diferença Esperada na Progênie) e o Teste de Progênie tão logo sejam disponibilizados para o FB; e apoie a SPFB (Sociedade Paulista do Fila Brasileiro) e todo o Sistema Cinófilo Oficial que é reconhecido por todos os Países filiados à FCI (Federação de Cinofilia Internacional) com sede na Bélgica.

.                       Acessem o site: http://www.fci.be.com e leiam o Padrão Racial do FB (atual) em Alemão, Francês ou Inglês; acessem o site: http://www.cbkc.com.br e leiam o Padrão Racial do FB em Português (falado no Brasil), ou em Espanhol ; acessem o site: http://www.spfilabrasileiro.com.br e leiam o Padrão do Fila Brasileiro comentado por criadores experientes e Juízes Especializados; acessem o site: http://www.canildosertao.com e leiam o Primeiro Padrão do Fila Brasileiro de autoria do Dr. Paulo Santos Cruz e dos Srs. Erwin Waldemar Rathsam e João Ebner, e confirmem a existência e oficialidade das cores PRETA e Tigrada/Rajada escura desde os primórdios da criação de Fila Brasileiro, bem como leiam outros artigos de relevância para a Raça Fila Brasileiro.

                        A pergunta que não quer calar: SE OS CÃES DELES SÃO ‘PUROS’ E OS NOSSOS CONSEQUENTEMENTE NÃO O SÃO, ENTÃO QUAL O MOTIVO DESSA CAMPANHA PUBLICITÁRIA INTENSA CONTRA OS NOSSOS CÃES? ALGUÉM PODERIA ME EXPLICAR? SERÁ QUE É UMA REVANCHE PELO FATO DELES TEREM DE REGISTRAR NO SRG DA CBKC/FCI PARA PODEREM EXPORTAR PARA OUTRO PAÍS? SERÁ QUE ELES NÃO VÊEM QUE DENEGRIR A CBKC/FCI É DAR UM TIRO NO PRÓPRIO PÉ? 

                        Continuo SENTADO aguardando a PROVA REAL da inexistência, ou não oficialidade da cor PRETA ou Rajada/Tigrada escura na Raça de cão Fila Brasileiro.

                        Bibliografia: O Grande Livro do Fila Brasileiro, edição de 1981; Padrões Raciais do FB de 1946, de 1976 e de 1984; MED (Manual de Estrutura e Dinâmica) da CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia); Código Penal Brasileiro de 1940; Regulamento Para os Juízes da CBKC/FCI; Código de Ética e Disciplina Cinófilo da CBKC/FCI; Padrão Racial do DA (Dogue Alemão); Regulamento do SRG (Serviço de Registro Genealógico) da CBKC/FCI e vários artigos divulgados na internet que já foram citados ao longo de todo o texto.  

                                            São Paulo, 04 de Dezembro de 2009.

                                            Virgílio De Martella Orsi.

                                            Juiz de Fila Brasileiro e dos grupos I, II, IV, V, VIII e X da CBKC/FCI.

                                            Canil Vale do Aricanduva /SP / Brasil

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