Seleção natural do Fila Brasileiro

A história do surgimento da Raça Fila Brasileiro é muito nebulosa e cheia de teorias, teorias essas que do dia para a noite se modificam e se alteram, pois novos fatos aparecem e descobertas científicas são feitas principalmente no campo da Genética.

                        Lógico que essas descobertas são feitas na esmagadora maioria das vezes em relação a outras espécies animais, e não na canina e nunca, nunca mesmo, na espécie canina denominada Cão da Raça Fila Brasileiro. 

                        O que existe “quase” de fato e não de suposição, é que o Fila Brasileiro se “formou” em solo brasileiro, sendo que na sua formação, hoje admitida pela imensa maioria dos “técnicos” e dos criadores é que a intervenção humana foi uma parte importantíssima na sua criação e formação, qual seja o homem interferiu significativa e substancialmente na formação, proporcionando acasalamentos escolhidos por ele (homem), escolhendo o (s) filhote (s) para ficar e criar, etc., a outra parte importante na formação e criação da Raça foi delegada à própria Natureza, que através da Seleção Natural proporcionava a que, independente de características raciais, independente de ser (em), ou não, da Raça Fila Brasileiro, os mais fortes, os mais “dominantes” é que acasalavam com a (s) fêmea (s) que estava (m) no “cio”, propiciando, dessa forma, uma espécie de “seleção intermediária” entre a Natural e a Artificial dirigida pela mão do Homem principalmente nas Fazendas. Essa é a teoria mais aceita e que recebe menos contestação (apesar de ainda receber) por parte dos criadores.

                        Igual à criação de quase todas as demais espécies animais, a criação de cães, e em especial a de Cães Fila Brasileiro, tem os seus grupos concorrentes comerciais e esses possuem teorias divergentes sobre uma ou mais versões da (s) “estória” (s) e características. 

A teoria de um desses grupos, afirma, através de um de seus adeptos, que a Seleção da Criação e Formação da Raça Fila Brasileiro teria se dado de forma quase que exclusiva obedecendo às leis de “Seleção Natural das Espécies”, tendo inclusive (ao que parece) incluído essa teoria em sua tese para o Curso de Formação de Veterinário. Pois bem, esse senhor brilhante e extensamente montou a sua tese, baseando-se quase que exclusivamente nas regras da “Seleção Natural”, que pregava, e prega, a que somente os mais aptos, os mais fortes, é que sobrevivem e se reproduzem, continuando em suas explanações bem concatenadas, ele se desvirtua um pouco, e de repente, fiel às convicções (ou crenças) de seu grupo “ideológico”, ele passa a defender que o Fila Brasileiro Preto não seria “puro” por portar justamente a cor PRETA na sua pelagem, aduzindo que essa cor seria prejudicada por ser o Brasil um País Tropical, onde a cor preta da pelagem prejudicaria o exemplar por causa do calor tropical ser mais sentido (fazer mais efeito) para o mamífero de pelagem PRETA e coisa e tal e inferindo que o Fila Brasileiro Preto seria extinto pela não adaptabilidade à inclemência solar dos trópicos . Pois bem, vamos regredir um pouco na extensa “tese” do nobre colega. A Seleção teria sido dirigida única e exclusivamente pelas “Leis Naturais”, ou seja, como se o Brasil, na época da Formação e Surgimento provável e aceito pela imensa maioria dos criadores e técnicos, qual seja, o Século XVII, seria muito pouco povoado e a Selva Tropical dominasse a maioria do imenso território nacional, onde imperaria somente a Lei Natural, com nenhuma ou com mínima e insignificante excepcionalidade de outra lei. Pois, então, vamos admitir que ele (adepto de outro grupo ideológico) estivesse correto. Ora, a cor PRETA é usual e comum em muitos animais da fauna brasileira {como já foi citado em outros artigos de minha autoria (A Cor da Pelagem dos Animais I, II e III  publicados no site: “http://www.canildosertao.com”)},  animais esses que foram selecionados ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE PELAS LEIS NATURAIS, então a pelagem PRETA nos mamíferos não é impedimento, nem é tão restritiva, nem tem significância maior na seleção natural (que obedece aquela lei já citada no início) para a formação e existência de Fila Brasileiro de cor PRETA durante o período de Formação da Raça FB; agora, passando-se para um outro aspecto dessas “Leis Naturais”, vejam e leiam no site: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae , diversidade-de-pelo-de-animais-foi-causada-pelo-homem,308319, 0 onde entre outras coisas se lê: Diversidade de pêlo de animais foi causada pelo Homem. – Madri – O ser humano é o responsável pela diversidade de cor e manchas no pêlo dos animais domésticos, não existentes nos indivíduos selvagens das espécies, cuja pelagem é UNIFORME  e serve de CAMUFLAGEM.

            Em artigo publicado no último nº. da Plos Genetics, CIENTISTAS das Universidades de Uppsala, Suécia, e de Durham, Reino Unido, explicam que o HOMEM selecionou de forma ativa e proposital os animais com pelagens curiosas.

            A equipe de pesquisadores chegou a essa conclusão após ESTUDAR as mutações no gene MC1R, que controla a cor do pêlo, em porcos selvagens e domesticados da Europa e Ásia.

            As mutações genéticas são o processo natural que permite a evolução das espécies e que pode se originar de forma aleatória ou pela influência do ambiente, pela exposição a produtos radioativos, por exemplo.

            Ao longo de milhares de anos, os porcos selvagens experimentaram mutações no gene MC1R. Algumas delas não surtiram efeito na pelagem e outras tiveram variação.

            COMO A COR ESCURA PERMITIU QUE SE CAMUFLASSEM COM O AMBIENTE, aqueles indivíduos que nasceram com uma cor de pêlo diferente ficavam mais propensos a DESAPARECER, PORQUE OS PREDADORES OS ENCONTRAVAM MAIS FACILMENTE.

            Quando a mudança era prejudicial, não se perpetuava, e os porcos selvagens continuam tendo cor ESCURA E UNIFORME hoje em dia.

            Apesar dos pesquisadores terem localizado mutações no gene MC1R de porcos selvagens atuais, a mudança não se traduz em modificações da pelagem, ou seja, a mutação é silenciosa.

            No entanto, no caso dos porcos domésticos, as variações encontradas no gene determinavam, na maioria dos casos, uma grande variedade de manchas, faixas e CORES na pelagem.

            Vejam que essa Lei da Seleção Natural foi totalmente esquecida, nesse trecho da cor, na citada tese, provavelmente involuntariamente, pelo nosso concorrente comercial, digo pelo nosso querido adepto do grupo ideológico divergente, ou melhor dizendo, dissidente.

            Observação deste Signatário: Dessa forma, se conclui repetida e reiteradamente pelo artigo supra e por inúmeros e incontáveis outros artigos de técnicos, Cientistas, especializados na área, igual este signatário e a imensa maioria dos demais criadores e adeptos da Raça FB já haviam concluído: AS CORES PRETA e  TIGRADA/RAJADA ESCURA não só não prejudicavam a sobrevivência e existência de exemplares nessas colorações de pelagem, durante o período de Formação e Criação da Raça FB, ou seja, no Século XVII (antes e/ou pós 1631), como, muito pelo contrário, FAVORECERAM A SOBREVIVÊNCIA e a EXISTÊNCIA dos FB dessas cores, pois, essas cores AJUDAVAM O FB a SE CAMUFLAR NO AMBIENTE tropical brasileiro, ONDE OS DOIS MAIORES FELÍDEOS PREDADORES, a ONÇA PINTADA (OU JAGUAR) e o PUMA (OU SUÇUARANA), COSTUMAVAM CAÇAR SUAS PRESAS DURANTE A AUSÊNCIA DA LUZ SOLAR, OU SEJA DURANTE A NOITE E O CREPÚSCULO. Numa ninhada de Filas, em plena mata ou no campo, quando a Fêmea de FB, durante a noite e/ou no crepúsculo, saia de perto para caçar, ou para qualquer outra atividade, deixando as crias (ninhada) expostas, quais filhotes de FB seriam mais facilmente enxergados e vistos pelos predadores? Os amarelos claros, os vermelhos claros, os marrons claros, ou os pretos e tigrados/rajados BEM ESCUROS? E quais teriam maiores chances de passarem despercebidos e sobreviverem ao (s) predador (es)?

            Então vejam que enquanto a parte de uma teoria que diz que a inclemência dos raios solares tropicais prejudicaria mais ou menos aos FB de cor PRETA E/OU TIGRADA/RAJADA escura do que aos demais FB de pelagem mais clara; a outra parte de teoria, comprovada pelos cientistas do mundo todo, diz que os PREDADORES TROPICAIS, OU NÃO, QUE CAÇAVAM NOTURNAMENTE encontravam mais facilmente as presas de COLORAÇÃO CLARA e DIFICILMENTE ENCONTRAVAM AS DE COLORAÇÃO ESCURA, QUE AUTOMATICAMENTE SE CAMUFLARIAM NA AUSÊNCIA DE LUZ E EM AMBIENTES COM AUSÊNCIA DE LUZ.

            Será que essas Leis naturais só valem e valiam na Europa e na Ásia e não valiam no Brasil em virtude de alguma lei, algum Decreto, ou norma da época do domínio do Império Português no Brasil que eu desconheço e também os demais criadores desconhecem? Ou será que só vale, ou valia, aquilo que favorecesse os interesses pessoais e/ou grupais? Ou será que alguma lei ou teoria somente valerá (e valia) quando for negativa para a cor PRETA ou TIGRADA/RAJADA escura e positiva para as demais cores claras da Raça Fila Brasileiro ?

            Ele (adepto do clube dissidente) poderia, a exemplo de outros adeptos do grupo dissidente, como um que alegou recentemente na Revista Cães e Cia., alegar que alguns exemplares de FB de cor PRETA são aliados à tipologia das Raças que lhe deram origem, pois essa afirmação (totalmente equivocada) estaria ligando a raciocínios no campo das “teorias” ou “hipóteses” sem que pudessem ser confirmadas ou infirmadas, quais sejam: as teorias de quais Raças exatas e realmente teriam formado a Raça Fila Brasileiro (Quais Raças, além da DOGUE DO FORTE RACE, COMPROVADAMENTE formaram a Raça FB?). E dessa forma, essa alegação somente poderia, hipoteticamente, ser derrubada em futuro um pouco (ou muito) distante, ou até tornar-se-ia impossível, pois somente após desvendarmos o passado genealógico dos primeiros FB (Bumbo e Rola da Vila Paulista, por exemplo) é que poderíamos afirmar com uma dose maior de certeza que o FB descende PRINCIPALMENTE das Raças K, Y, Z e muitas outras misturas, ou não. Ou seja, é a mesma tática usada por aquele famoso “oráculo” que, ao ser perguntado por um jornalista sobre qual time seria o campeão? Ele, pomposamente afirmou: O Botafogo será o Campeão. Sendo que, ao término do Campeonato, indagado novamente o porquê de haver feito a previsão errônea, respondeu: más eu não falei que o Botafogo seria o Campeão deste corrente ano (deixando nas entrelinhas que o Botafogo seria o Campeão em outro ano futuro). É o tipo da afirmação que irá demorar muito (provavelmente) para ser derrubada, pois dificilmente alguém irá patrocinar uma investigação genética científica isenta de partidarismo a respeito do DNA da formação da Raça FB. Muito correta, concisa e precisa a entrevista do nosso amigo e também diretor da SPFB, Senhor Wankis Medeiros, antigo Criador de Fila Brasileiro em Maranguape/Ceará, que rebatendo a afirmação anterior, afirmou para a Revista Cães e Cia. de Janeiro deste ano de 2010 que todas as características faltosas (para o FB) e típicas de outras Raças alienígenas são apresentadas de forma ocasional por Filas Brasileiros de cor PRETA ( ou Tigrada/Rajada escura) ocasional, paralela e concomitantemente também pelas demais cores da Raça Fila Brasileiro e que a cor PRETA (no FB, igual à Tigrada/Rajada escura) já era existente bem antes do estabelecimento do Primeiro Padrão Racial da Raça Fila Brasileiro, em 1946, e que o que havia (e há) realmente era (e é) um PRECONCEITO errôneo (ou comercial) contra a EXISTÊNCIA e OFICIALIDADE DA COR PRETA NA RAÇA FB, fator esse que pode desestimular (e desestimulou) uma melhor e maior seleção e criação nessas cores. Ainda bem que a Revista Cães e Cia. confirmou que TODOS os Padrões Raciais OFICIAIS da CBKC/FCI (Federação de Cinofilia Internacional) NUNCA, JAMAIS fizeram qualquer restrição contra a OFICIALIDADE E EXISTÊNCIA DA COR PRETA e da Tigrada/Rajada escura na Raça Fila Brasileiro.  
 

            E isso é muito simples de rebater, pois todas as faltas (que seriam características favoráveis e típicas nas Raças “consideradas” como as principais na Formação da Raça Fila Brasileiro, com exceção das da Raça: Dogue do Forte Race) que valem para as outras cores de pelagem que não a PRETA, valem também para essa cor, com uma única ressalva, para o Fila Brasileiro Preto ou de cor Tigrada/Rajada Escura, a coloração dos olhos deve ser sempre CASTANHA BEM ESCURA, ao passo que para a coloração Amarela clara, Tigrada Rajada clara, Marrom clara, e Vermelha clara, a coloração dos olhos pode ser Castanha clara ou escura. Bem como qualquer pequena despigmentação num FB de cor PRETA ou Tigrada/Rajada escura logo é notada e penalizada pelo Árbitro numa Exposição, ao passo que uma pequena despigmentação num FB de cor Amarela, Vermelha, Marrom ou Tigrada/Rajada clara dificilmente é notada e penalizada pelo Árbitro. Dessa forma, há uma, digamos, maior rigorosidade analítica, fiscalizatória e de julgamento em relação aos Filas Brasileiros de cor PRETA ou Tigrada/Rajada escura do que aos demais FB. Esclareço que excetuei a Raça dogue do Forte Race (Engelsen Doggen) em virtude de que é uma Raça Canina há muito tempo extinta e cujo Padrão Racial eu desconheço, pois não consegui encontrá-lo em minhas pesquisas.

            Acessem o site: http://www.pubvet.com.br/artigos_det.asp?artigo=7  e leiam, entre outras coisas, o seguinte:

            Artigo sobre sudação e características morfológicas do pelame de bovinos manejados em AMBIENTE TROPICAL.

            Autoria de João Batista Freire de Souza Junior, Discente do Curso de Zootecnia pertencente ao Núcleo de Estudo e Pesquisa em Biometeorologia e Bem-Estar Animal (NUBEA) da UFERSA.

            Resumo:

            Em ambientes quentes, os bovinos tentam alcançar o equilíbrio térmico utilizando …
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          ….                                 …………………….

…é uma excelente alternativa no melhoramento de bovinos criados NOS TRÓPICOS.

            Introdução.

            Em ambientes quentes, os bovinos tentam………………
……..            ……………

… entretanto, as trocas de calor latente dependem da umidade relativa do ar, onde em regiões de clima QUENTE – ÚMIDO (Ex: região Norte do Brasil) a quantidade de moléculas de vapor contidas na atmosfera é elevada, desfavorecendo a dissipação do calor por mecanismos latentes.

            O estresse térmico imposto pelo ambiente depende de carga térmica interna e de fatores que governam a troca de calor. Estes últimos são dependentes dos gradientes de temperatura e de pressão de vapor da atmosfera e da resistência ao fluxo de calor entre estes gradientes. A cor do pelame e suas características (espessura, número de fibras por área, diâmetro e comprimento do pêlo) podem afetar consideravelmente os mecanismos de troca térmica (Hutchinson & Brown, 1969; Kovarik, 1973 & Monteith, 1975 ab; Finch et al., 1984; Silva et al. 1988; Mc Arthur, 1991; Silva, 1999).

            Características do Pelame em Bovinos.

            O pelame dos animais assume importância fundamental para as trocas térmicas entre o organismo e o ambiente. Nas REGIÕES TROPICAIS, a capa tem a função de proteção mecânica da epiderme, de MIMETISMO e DE PROTEÇÃO CONTRA A RADIAÇÃO SOLAR. Dentre as características que mais interessam aos organismos nas REGIÕES TROPICAIS, destaca-se a capacidade de resistência à intensa radiação solar, qualidade muito importante para os animais em condições “DE PASTO”. Tal capacidade está diretamente relacionada com a presença da capa externa de pelame apropriado (Silva, 2000a).

.           Quando nos referimos ao tipo de pelame MAIS VANTAJOSO para bovinos em REGIÕES TROPICAIS, temos que definir o sistema de criação, ou seja, se existe proteção contra a radiação solar. De modo geral, o tipo mais vantajoso de bovino para REGIÕES TROPICAIS seria aquele que apresenta uma capa de pelame BRANCO, com pêlos bem assentados sobre uma epiderme altamente PIGMENTADA. Entretanto, uma vez que a Raça Holandesa e NA MAIORIA das raças européias a pigmentação da epiderme ACOMPANHA A DO PELAME, têm-se duas alternativas: sob regime “de pasto”, dar PREFERÊNCIA A ANIMAIS PREDOMINANTEMENTE PRETOS; sob regime de estabulação, animais predominantemente BRANCOS serão mais vantajosos. Em qualquer caso, o pelame deverá ser o menos espesso possível, com pêlos curtos, grossos e bem assentados (Silva, 1999).

            A transferência térmica através………………………………

……………………………………………………………………………………………………. além da estrutura morfológica do pelame, uma ………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………….. ao longo de um ano, verificando que o tempo de pastejo sob o sol nas horas mais quentes do dia estava POSITIVAMENTE CORRELACIONADO À MAIOR PROPORÇÃO DA ÁREA DE MALHAS NEGRAS……….

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            Silva et al (1988) advertiram que pêlos ESCUROS aumentavam a carga de calor absorvida, Más PROTEGIAM as camadas mais profundas da epiderme dos DANOS promovidos pela radiação ultravioleta, uma importante causa de neoplasias cutâneas…………………………

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            Maia et al. (2003), mostraram que, de acordo com coeficientes de correlação genética entre as características do pelame, a seleção para a diminuição do comprimento dos pêlos resultaria numa seleção simultânea para menor espessura e menor número de pêlos, o que afirmaram SER DESEJÁVEL EM AMBIENTE TROPICAL…………………..

 

Observações de Autoria deste Signatário:

            1) O artigo é um pouco longo.

            2) Vou listar alguns termos que considerei inusuais e que podem não ser corretamente entendidos pelos leitores, seguidos com as palavras que lhes correspondem (na minha concepção e entendimento).            Sudação: Ato ou efeito de suar através da pele (no caso dos bovinos).

            Estabulados: Animais protegidos e guardados dentro do estábulo, que se constitue normalmente de uma cobertura e proteção (de alvenaria ou de madeiramento e de telhado) contra as inclemências do tempo.

            Pelame: Pelagem, cujo termo é muito usual entre os criadores de bovinos e eqüinos.

            Capa: conjunto de pêlos e pele que recobre o corpo do animal (bovino).

            Temperatura retal: É a temperatura do reto (ânus), onde o profissional introduz o termômetro no ânus do animal, fazendo com que este (termômetro) toque (encoste) por pelo menos um minuto nas paredes do canal anal (ânus) do animal para conseguir a aferição da medição. Nos humanos, os médicos e outros profissionais de saúde já convencionaram que a medida deve ser feita com a introdução do termômetro sob o braço, na região das axilas.

            UFERSA: Significa – Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul.

          3) As citações de nomes de pessoas, seguidas de ano, referem-se a artigos técnicos e seu (s) autor (es) com o ano respectivo da sua divulgação. Usa-se muito essa técnica da citação de outros autores e artigos para que o autor diga que esses outros autores e artigos embasam, ou sustentam conjunta e paralelamente a tese principal ou o todo do artigo.

              

            Portanto, não vejo razões lógicas, científicas ou cinotécnicas para esse PRECONCEITO contra o Fila Brasileiro de cor PRETA ou Tigrada/Rajada Escura por parte desse pequeno grupo de adeptos do Clube dissidente (que já foi denominado de Clube do Fila Brasileiro Amarelo), salvo razões de interesse clubístico, pessoal e/ou mercantil.

            Antes que eu me esqueça, gostaria de ressaltar o brilhantismo e valor da tese citada, elaborada por um adepto das teorias do Clube dissidente, na época (aparentemente) aluno do Curso de Medicina Veterinária. Achei muito corretas as suas explanações, com exceção de duas partes: A primeira é a que já foi comentada acima (a respeito da cor PRETA) e a segunda é a parte em que ele justifica que os lábios superiores do FB não poderiam ser muito longos, pois, se o fossem, durante a perseguição a uma presa, quando o FB estaria farejando junto ao solo no “rastreamento”, esses (lábios) poderiam esbarrar no solo e provocar ferimentos (corretamente), porém, se esqueceu dessa justificativa ao tentar justificar que as orelhas do Fila Brasileiro deveriam ser longas (se esquecendo que as orelhas longas também esbarrariam no solo e, consequentemente, se feririam durante o farejamento e seguimento de uma presa), fato esse que ligado ao comprimento do pescoço do FB, que nunca, jamais poderá (ou poderia) ser longo, levam a que deduzamos que as orelhas do FB nunca poderiam ser longas (observação deste signatário: muitos criadores erroneamente confundem orelhas longas com o que o Padrão requer, ou seja, orelhas grandes). Vide Padrão Racial atual que diz: Pescoço – “Dando a impressão de ser curto” e vide padrões anteriores (de 1946 e de 1976) que diziam: “Mais curto do que comprido”. Fora isso, o trabalho está excelente e digno de louvores, na minha humilde opinião, principalmente pela extensa e minuciosa explanação e justificativas bem concatenadas e estruturadas. Ressalte-se que, consoante está determinado pelo Padrão Racial em vigor na FCI (Federação de Cinofilia Internacional), os lábios superiores do FB devem cobrir (sobrepor-se) aos inferiores, definindo a linha inferior do focinho que, idealmente, deverá ser quase paralela à linha superior desse (focinho). Bem como, as orelhas deverão ser GRANDES, não longas, em relação à cabeça do exemplar e em harmonia com essa. Se a idéia dos autores de TODOS os Padrões do FB fosse de que o FB deveria ser precipuamente um “Rastreador”, eles teriam estipulado que o pescoço do FB deveria ser longo (comprido), nunca curto ou nunca mais curto do que comprido. Acredito que não há necessidade de explanar o porquê.

            Como todos os amigos estão cansados de saber, a cor Preta e a Tigrada/Rajada escura em qualquer mamífero ajudá-lo-ia a se “esconder”, a se “camuflar”, a  “desaparecer” no meio ambiente, principalmente na “Selva Tropical” brasileira que propiciaria muitos lugares escuros e sombreados, pois, no Brasil os maiores predadores (Jaguar ou onça pintada e Puma ou Suçuarana)  costumavam, e costumam, caçar durante a ausência da luz solar (de noite e no crepúsculo), ocasião em que conseguiam, e conseguem, se aproximar mais da (s) presa (s) que estiver (em) desatenta (s), e essa parte da cor escura (PRETA OU TIGRADA/RAJADA ESCURA) da presa favorecer a sobrevivência é constantemente afirmada e confirmada conforme COMPROVAM os estudos (supra relatados) realizados por CIENTISTAS SUECOS E INGLESES, que são totalmente isentos de clubismo ou ideologia clubística, portanto gozam de enorme fé e credibilidade.

            O que resumidamente as “leis da Seleção Natural”, enunciadas por Charles Darwin, estabelecem é que: Somente os mais fortes, os mais aptos sobrevivem, e que numa espécie ou grupo quando uma característica nova surge, se ela (característica) for benéfica à sobrevivência, ela será perpetuada e transmitida aos descendentes, se for maléfica ela será extinta ou muito restrita.

A Natureza também estabelece uma espécie de Lei de Compensação, pois quando uma espécie que serve de presa começa a ser reduzida significativamente em número, o grupo de predadores dessa específica espécie tende a também diminuir em números e vice-versa, ou seja, quando o grupo de predadores diminui, consequentemente, o grupo de presas aumenta em números. Matemática e analogicamente, ao se diminuir o “bolo”, o número de comensais, ou a parte de cada comensal, diminuiria e vice versa. Na vida selvagem africana, há um exemplo clássico: Quanto mais velozes os Guepardos ficam, mais velozes suas presas também ficam. A Natureza determina essa compensação para o equilíbrio natural. A Natureza sempre tenta se equilibrar.

            Por falar em Guepardo. Li uma notícia triste, qual seja a de que eles, Guepardos, estão em perigo de extinção pelo excesso de endogamia (acasalamentos consangüíneos entre parentes próximos).

            Há ainda uma outra regra física: Nenhuma regra é absoluta. Regra essa que passada para o nosso idioma ficou mais ou menos assim: “Toda Regra tem exceção”.

            Acessem o site: http://www.sanbara.com.br/pretoxvermelho.htm e leiam (mais uma vez), entre outras coisas, o seguinte:

            O gado de pelagem PRETA tem melhores condições de adaptação em ÁREAS TROPICAIS do que o Vermelho. É o que aponta um estudo realizado pelos pesquisadores Roberto Gomes da Silva, Newton La Scala Júnior e Priscila Bersi Pocay, da FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E VETERINÁRIAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP).

            Isso acontece porque o exemplar de pelame NEGRO conta com mais MELANINA na epiderme, cuja função é a proteção contra os raios ultravioletas, mais fortes em regiões onde a incidência solar é maior e que provocam câncer. A pesquisa também revela que quanto mais finos e curtos forem os “pêlos”, melhor será para a adaptação nas regiões Tropicais…
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… por outro lado, o gado com pele e PÊLOS CLAROS concentrados e compridos são MENOS TOLERANTES AO CALOR do que aqueles com PELE E PÊLOS CLAROS em menor quantidade e CURTOS, apesar de ambos serem menos tolerantes aos raios ultravioletas em virtude da pele MAIS DELICADA e mais suscetível a lesões, SE COMPARADA COM o gado com PELE ESCURA. Assim tanto um quanto o outro possuem, BIOLOGICAMENTE, uma condição NATURAL que pode ser afetada pelo calor em demasia.

            Com tudo isso, tanto Roberto Gomes da Silva, Keith Gregory e os demais técnicos do Clay Center apontam A QUANTIDADE DE PÊLOS nos bovinos como a PRINCIPAL INFLUÊNCIA NA ADAPTABILIDADE EM REGIÕES QUENTES. Por isso, deve ser verificado alguma característica particular da ÁRVORE GENEALÓGICA de CADA ANIMAL, “ACIMA” de PREFERÊNCIA PESSOAL DO PECUARISTA pela variação PRETA ou Vermelha. Portanto, deve-se atentar a CONCEITOS CONCRETOS que levem a mais e melhor Raça INDEPENDENTEMENTE DA COR DOS ANIMAIS, como avaliar a performance de cada produto, por exemplo. E nunca se esqueça: TANTO O BLACK, QUANTO O RED, AMBOS SÃO ANGUS.

            Ressalte-se que o Doutor Keith Gregory é Phd em Genética Bovina.

            Parodiando os autores supra: “Tanto O PRETO (BLACK), QUANTO O TIGRADO/RAJADO ESCURO, QUANTO O AMARELO, QUANTO O VERMELHO (RED), QUANTO O MARROM, TODOS SÃO FILAS”.         
                

            “Não fique só, fique sócio da SPFB”.

            “Quantos mais formos, mais seremos ouvidos”.

            “ÉTICA, um princípio que não pode ter fim”.

            “Quem quiser cor, que crie rosas”. Autoria do Dr. PSC.

            “O Conhecimento é um direito da humanidade, ler é saber, quem lê mais, aprende mais”.

            “Sabedoria não é se ter ou possuir muito conhecimento, Sabedoria é se usar de forma inteligente o que se tem ou o que se sabe”.

            “Não devemos combater o mentiroso, devemos combater a mentira ou a meia-verdade”.

            “Brasileiro que cria Fila Brasileiro é duplamente brasileiro”.         

            “Criador de FB leia tudo que for possível, principalmente artigos técnicos de pessoas (autores) que são ou sejam isentas de partidarismo, que sejam técnicas especializadas no assunto, que não estejam filiadas ou agregadas a grupos ideológicos ou clubísticos”.

.           “Acessem o site: http://www.fci.be e leiam o Padrão Racial do Fila Brasileiro (Inglês, Francês e Alemão); acessem o site: http://www.cbkc.com.br e leiam o Padrão Racial do Fila Brasileiro em português (falado no Brasil) ou em espanhol;  acessem o site: http://www.spfilabrasileiro.com.br e leiam o Padrão Racial do Fila Brasileiro comentado por criadores e juízes especializados e com muita experiência; e acessem o site: “http://www.canildosertao.com” e leiam o Primeiro Padrão do Fila Brasileiro , datado de 1946, cujo autor sênior foi o Dr. PSC (idealizador das teorias “mórbidas” do Clube dissidente) e também leiam muitos outros artigos de interesse para os “fileiros” e até para pessoa que não seja “fileira”.

            Enviem alguma (s) dúvida (s) a respeito da Raça Fila Brasileiro para: contato@spfilabrasileiro.com.br que teremos prazer em tentar elucidar.

            “Continuo SENTADO aguardando alguma prova REAL (não fictícia) da não existência ou não oficialidade da cor PRETA ou Tigrada/Rajada escura na Raça Fila Brasileiro”.

                                                   São Paulo, 14 de Janeiro de 2010.

                                                       Virgílio De Martella Orsi

                                    Juiz FB e dos grupos I, II, IV, V, VIII e X – CBKC/FCI.

                                                  Canil Vale do Aricanduva/SP- Brasil.

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